quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

SHOW IMPERDÍVEL NA PRAÇA BENEDITO CALIXTO



Meus amigos, passo aqui para relembrá-los de que neste próximo domingão, dia 06 de dezembro, a partir das 16h00, tem show imperdível na PRAÇA BENEDITO CALIXTO, em Pinheiros, com ARRIGO BARNABÉ, BANDA ISCA DE POLÍCIA, LÍNGUA DE TRAPO, PREMÊ, NA OZZETTI, TETÊ ESPINDOLA, VIRGINIA ROSA e muito mais.
Vai ser totalmente digrátis. O evento faz parte das comemorações dos 30 anos do TEATRO LIRA PAULISTANA – local de pura experimentação onde lançou muita gente bacana e talentosa como TITÃS, ULTRAJE A RIGOR, RATOS DE PORÃO, KID VINIL, INOCENTES e outros tantos.
E pra quem não sabe, a Praça Benedito Calixto fica na rua Teodoro Sampaio na altura do número 1000, logo depois da rua Henrique Schaumann, na Vila Madá, em
Pinheiros.

Eu estarei lá com toda certeza.

Ah, e pra quem curte ARRIGO BARNABÉ, e quer ver seu show exclusivo no SESC-Consolação, corram porque há ainda poucos ingressos à venda.Vai rolar na próxima quarta-feira, dia 9/12, às 9h00, e vai custar R$ 10,00, a inteira; R$ 5,00 para usuário matriculado no SESC e dependentes (Putz, parece coisa de viciado em tóxicos!);
R$ 2,50 para trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

SOBRE A BALADA LITERÁRIA - PARTE I

Uma das coisas mais bacanas desses eventos literários é o encontro do escritor com seus leitores e vice-versa (já falei mais profundamente sobre isso noutro post por aqui), então, pra começar, falo carinhosamente do bate-papo que tive com alguns autores.

João Silvério Trevisan, o homenageado dessa 4º edição da Balada Literária, foi bastante simpático comigo. Antes da primeira mesa da qual participaria, enquanto tomava meu café (na charmosa cafeteria da Livraria da Vila), ele autografou o meu “Devassos do Paraíso” (a pesquisa – com 586 páginas - mais importante sobre a homossexualidade, desde o Brasil colônia à atualidade). No bate-papo com os leitores reclamou da falta de interlocutores, da falta de uma crítica espontânea e especializada (Trevisan disse que as últimas resenhas de seus livros foram realizadas por jornalistas que mal sabiam de sua trajetória). Comentando sobre sua recente obra, o “Rei do Cheiro"- editora Record-2009, deu a receita do perfume de Deus, ou o “Cheiro de Deus”, que se encontra na Bíblia, no Êxodos 30,22. E afirmou que a melhor homenagem pro escritor é ser lido.



Reinaldo Moraes já deve ter vindo de alguma taverna antes de participar da mesa mais hilária da Balada 2009, pois chegou destravado total. Bom. Também não era pra menos: estavam com ele Mario Prata, Matthew Shirts e Xico Sá, outros amigos malucos de longas noitadas nas mercearias são-pedros da vida. O relato dele e do Prata sobre a roteirização da novela “HELENA” (que foi ao ar na extinta rede Manchete nos anos 80) foi de chorar de rir.
Reinaldo autografou o meu “Tanto Faz” (uma edição de 1981) que junto com o “Feliz Ano Velho” de Marcelo R. Paiva são os romances mais significativos dos anos 80 para mim.



Ivana Arruda Leite é uma autora cuja obra tem me impressionado. Não foi possível a gente bater papo, mas com muita simpatia autografou para mim o “Falo de Mulher - 2002” e a “Histórias da Mulher do Fim do Século - 1997” (do qual ficou tocada por eu possuir – e principalmente por gostar - desse seu esgotadíssimo livro).


Essa foi a primeira vez que vi João Gilberto Noll ao vivo – ele também foi simpaticíssimo durante o pícolo bate-papo que tivemos. E o que me impressionou profundamente, de tal forma que nunca mais o lerei do mesmo modo, foi saber que a voz de seus protagonistas são estranhamente parecidas – e bota “estranho” nisso. Imaginem uma pessoa muito idosa descrevendo algum fato com dificuldades... Pois é essa a locução imaginada por Noll de seus personagens.


E de forma alguma não posso deixar de fala aqui do escritor, poeta e professor Jomard Muniz de Brito. Eu já o tinha visto brevemente num evento na Casa das Rosas neste ano (onde comprei o documentário sobre o poeta Miró no qual há alguns depoimentos de Jomard), mas de forma alguma tinha a dimensão exata deste pernambucano (aliás: mais uma vez Marcelino Freire se cercou de conterrâneos na Balada). Tenho cá pra mim que quando eu passar dos 70, desejo ter o mesmo estilo de Jomard, o mesmo humor, e quem sabe, ser o mesmo desequilibrar de maus espíritos. Acreditem: o cara é ligado em 220 w, possui myspace e vídeos no youtube. Fala com todo mundo e é querido por todos. Participou praticamente de todas as mesas e eventos da Balada 2009 – em toda ocasião distribuía algum impresso poético (ou crítico) a todos. Conquistou corações e mentes.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

NO ESCURINHO DO APAGÃO

Tenho cá para mim que o apagão da semana passada até que foi legal. É verdade. Logo no começo do breu baixou uma velha vontade inspiradora de tocar violão. Digo “velha vontade” porque há algum tempo me pego pensando de quando eu andava com o violão pra todo canto, de quando eu vivia sem grana, sem lenço, sem documento e vomitando lirismo e aforismos libertários. Às vezes quero acreditar que dos 13 até os 25 anos, eu tinha um pouco dessa tal “alma de artista”. Eu era um daqueles malucos que, logo no começo do ano letivo, ia de classe em classe procurando gente pra montar alguma peça teatral ou pra organizar pequenos festivais musicais. De cara saquei que eu não tinha talento algum para atuar, no entanto me dava bem com produção e direção. No começo a gente fazia muita porcaria, do tipo “O Médico e o Monstro”, “Meu Pé de Laranja Lima” e “Marcelino Pão e Vinho”, mas, com o tempo, fomos aprendendo e tomando gosto pela arte. No colegial conhecemos textos mais interessantes e cênicos como o “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, que montamos mais de 5 vezes – sei de cor, até hoje, falas inteiras dos personagens “João Grilo” e “Chicó”. De legal mesmo foi quando montamos o “Auto da Barca do Inferno” do Gil Vicente; nós até esperávamos algum tipo de reação contrária, mas não imaginávamos que nossas apresentações seriam interrompidas (leia-se “censurada”) logo após as duas primeiras apresentações: isso porque pedimos à nossa amiga Carla - que interpretaria a amante do Frade - ficar com os peitinhos de fora numa das cenas (e ela topou, he he!).
“Como é bom poder tocar um instrumento”. Como disse, durante o apagão senti o mesmo barato de quando o violão era parte integrante das minhas andanças. É sério. Eu levava o meu violão até para a cama. Se alguém fosse me procurar durante os intervalos de aula ou no recreio era só seguir o som do violão que me encontraria. Naquela época, no início dos anos 80, meu repertório consistia de muito Caetano, Guilherme Arantes, Gil, Zé Ramalho, Fábio Jr (sim, esse cara já gravou muita coisa boa), Belchior, Elton John, Queen, Bob Marley, Beto Guedes, Djavan, e outros tantos. Eu não tocava bem (como até hoje), mas me dedicava nalgumas interpretações a ponto de convencer muita gente. E tinha também aquele papo de tocar violão pra conquistar as garotas que realmente funcionava; só que era necessário conhecer um pouco da menina e de seu gosto musical, daí partir pro xaveco e pro abraço.
E sob a luz de velas toquei antigas canções que eu guardava em velhas pastas que estavam desaparecidas na bagunça da estante. Numa delas encontrei um poema bem legal [este é o terceiro “legal” que uso - onde foram parar meus adjetivos mais elegantes?] que meus amigos Arthur Ribeiro e Luciano Cenci fizeram para mim e pra minha amiga Vivi, enquanto tomávamos algumas brejas e tocávamos violão, isso lá no começo dos anos 90. Naquela época líamos Neruda e os versos surgiram meio que plagiando involuntariamente o título do livro “Confesso que Vivi” do poeta chileno. O certo é que quando eu enchia o caneco teimava em trocar “Vivi” por “Lili”, e vejam o que eles compuseram:

“O Zé só me chama de Lili
Vivi que eu sou!
Pois Zé!
O que eu vou fazer?
Vi que eu sou
Pro Zé sempre Li...

Vivi que eu sou
Sou vivinha até
Sacumé
Eu sei que o Zé
Tem a língua livre
Podicrê
O que eu vou dizer
Se então parece que o Zé disse não:
Pra mim não pode ser assim
Eu pensei:
Não pra mim
Não pode ser assim
E, no entanto, existe algo entre nós
Que não vai ter fim
Quer dizer
Não sou eu
Sou e serei o que vivi.”

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Muitos shows pra comemorar os 30 anos do LIRA PAULISTANA


Bom, meu amigos, como dá pra ver por aqui, esta semana vai rolar muita coisa legal em Sampa. Além da quarta edição da BALADA LITERÁRIA, que começa no dia 19 (quinta-feira), tem também o início das comemorações dos 30 anos do TEATRO LIRA PAULISTANA nesta terça, dia 17, no Sesc-Consolação (que vai até o dia 9 de dezembro). Pra quem não conhece, o Lira era um porão da Rua Teodoro Sampaio, 1091, que convertido em teatro de 200 lugares, tornou-se, no início dos anos de 1980, uma espécie de centro cultural alternativo onde se encontravam representantes das diversas expressões artísticas da cidade. Na sua curta existência (de 1978 a 1986), passaram por lá Arrigo Barnabé, Suzana Salles, Itamar Assumpção, Premeditando o Breque (Premê, para os íntimos), Tetê e Alzira Espíndola, Paulo Lepetit, Ná Ozzetti, Jorge Mautner, Patife Band, Língua de Trapo, Gigante Brasil, entre outros.

Serviço:
17/11 - TERÇA - 21:00h - Vídeo sobre o LIRA PAULISTANA de RIBA DE CASTRO (30 min.) e show com a BANDA ISCA e ANELIS ASSUMPÇÃO.

18/11 - QUARTA - 21:00h - LÍNGUA DE TRAPO e PREMÊ
(Antes, vídeo do Riba de Castro, versão 10 min.)

24/11 - TERÇA - 19:30h - ALZIRA E. e PASSOCA

25/11 - QUARTA - 21:00h - CLEMENTE (BANDA INOCENTES)
e CONVIDADOS DO ROCK

01/12 - TERÇA - 19:30h - JORGE MAUTNER

02/12 - QUARTA - 21:00h - CLEMENTE e CONVIDADOS DO ROCK

E no dia 06 de dezembro, domingo, a partir das 16:OOh,
show na PRAÇA BENEDITO CALIXTO com ARRIGO BARNABÉ, BANDA ISCA, LÍNGUA DE TRAPO, PREMÊ e muito mais...
08/12 - TERÇA - 21:00h - NA OZZETTI, TETÊ ESPINDOLA e VIRGINIA ROSA.
09/12 - QUARTA - 21:00h - ARRIGO BARNABÉ

Com exceção do show do dia 6 de dezembro na praça Benedito Calixto, que será gratuito, a programação que rola no Sesc-Consolação vai custar R$ 10,00 [inteira] R$ 5,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes]
R$ 2,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

Pra ver a programação completa clique aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"BALADA, BALADA!!!"

Meus amigos todos, anotem porque essa dica é imperdível. É que tá chegando a BALADA LITERÁRIA, um dos agitos literários mais legais que rolam em Sampa.(na Vila Madá). Organizada por MARCELINO FREIRE, a balada chega à sua quarta edição e os destaques deste ano são os escritores José Luís Peixoto, Francisco Alvim, Márcio Souza, Reinaldo Moraes, Raimundo Carrero, Michel Melamed, Lira Neto, Chacal, João Ubaldo Ribeiro, entre outros.
O evento será entre os dias 19 e 22 de novembro e tem o escritor JOÃO SILVÉRIO TREVISAN como homenageado.
As oficinas e bate-papos vão rolar na
BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA, ESPAÇO PLINIO MARCOS, LIVRARIA DA VILA, CENTRO CULTURAL b_arco, MERCEARIA SÃO PEDRO, Ó DO BOROGODÓ e no SESC PINHEIROS.
Confira a programação completa (que segue abaixo) porque tá bom pra caramba. Vai ter muita música e poesia. E mais legal ainda é que vai rolar durante o feriadão. Para o pessoal de outros Estados prometo fazer resumos fotográficos diariamente.


DIA 19 DE NOVEMBRO [QUINTA]
11h00 –
Livraria da Vila
ANTONIO CADENGUE
[diretor teatral], JOMARD MUNIZ DE BRITTO [poeta] e NELSON DE OLIVEIRA [escritor] conversam com JOÃO SILVÉRIO TREVISAN, o homenageado da BALADA LITERÁRIA 2009 sobre sua carreira como escritor e militante homossexual e também sobre seu mais recente romance “Rei do Cheiro”(Record)

14h30 – Livraria da Vila
Um importante editor conversa com quatro jovens autores, numa discussão sobre gênero literário, mercado e como cada um vê a carreira que está começando a construir: SAMUEL LEON [editor da Iluminuras] conversa com ADRIENNE MYRTES [autora do livro de contos A Mulher e o Cavalo e que prepara seu primeiro romance], FABRÍCIO CORSALETTI [prestigiado poeta, contista e que este ano estreou como romancista], ISMAEL CANEPPELE [romancista, autor do livro inédito, adaptado para o cinema, Os Famosos e os Duendes da Morte] e MICHELINY VERUNSCK [poeta premiada, que acaba de escrever seu primeiro romance]

16h30 – Livraria da Vila
Escritores se encontram para falar de literatura, jornalismo, academia e novas mídias: IVANA ARRUDA LEITE [socióloga, autora, entre outros, do romance Hotel Novo Mundo] conversa com HELOÍSA BUARQUE DE HOLANDA [professora da UFRJ, editora, escritora e ensaísta], MARCELO COELHO [escritor e jornalista, colunista do jornal Folha de S. Paulo] e NOEMI JAFFE [escritora e crítica literária, doutora em literatura brasileira pela USP)]

19h00 – SESC Pinheiros
Um bate-papo com um dos principais autores contemporâneos portugueses: MARCELO MOUTINHO [escritor carioca, organizador da antologia Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa] conversa com JOSÉ LUÍS PEIXOTO [nascido em Lisboa, escreveu, entre outros, o romance Cemitério de Pianos, com o qual é finalista do Prêmio Portugal Telecom 2009]

21h00 –
Centro Cultural b_arco
Uma edição especial da DE MODO GERAL,uma revista de artes, apresentada ao vivo, marcando a abertura da BALADA LITERÁRIA2009, com lançamento de vários livros: PAULO SCOTT [poeta e prosador], ALLAN SIEBER [cartunista], FLU [músico], JOÃO PAULO CUENCA [cronista e romancista], RAMON MELLO [poeta] e RODRIGO PENNA [ator] conversam, numa espécie de talk show, com ALEXANDRE RODRIGUES [jornalista e eescritor], JOCA REINERS TERRON [poeta e prosador, autor, entre outros, de Curva de Rio Sujo], PEDRO AMÉRICO [poeta recifense] e SIDNEY ROCHA [cearense, autor do recém-lançado livro de contos Matriuska]

Participação especial da cantora e compositora pernambucana LULINA.

23h00 – Bar Ó do Borogodó
Roda de samba com o grupo Ó do Borogodó.

DIA 20 DE NOVEMBRO [SEXTA]

11h00 –
Livraria da Vila
Uma conversa com três dos principais romancistas do Brasil, nascidos em diferentes estados, que também têm livros publicados em outros gêneros: CARLOS HERCULANO LOPES [escritor, repórter do jornal O Estado de Minas] conversa com MÁRCIO SOUZA [amazonense, autor, entre outros, de Galvez, Imperador do Acre e Mad Maria], MARIA JOSÉ SILVEIRA [goiania, autora de vários romances, entre eles o Guerra no Coração do Cerrado] e RAIMUNDO CARRERO [pernambucano, escreveu diversos livros premiados, sendo o mais recente Minha Alma É Irmã de Deus]

14h30 – Livraria da Vila
Um bate-papo sobre a poesia e a prosa latino-americana e angolana: FREDERICO BARBOSA [poeta, diretor do Museu da Língua Portuguesa] conversa com CLÁUDIO WILLER [um dos principais poetas brasileiros], JOÃO MELO [poeta, contista e jornalista angolano], LÉO FELIPE CAMPOS [poeta, romancista e editor venezuelano] e RODRIGO GARCIA LOPES [poeta, tradutor, professor de literatura nos Estados Unidos]

16h30 – Livraria da Vila
Um bate-papo com três velhos amigos, sobre a obra de cada um e a ligação de boemia e literatura: XICO SÁ [jornalista e escritor] conversa com MÁRIO PRATA [autor, entre outros, de Diário de um Magro e Os Anjos do Badaró], MATTHEW SHIRTS [jornalista, autor do livro de crônicas Jeitinho Americano] e REINALDO MORAES [autor dos romances Tanto Faz e Pornopopéia, entre outros]

19h00 – SESC Pinheiros
VIVA O POVO BRASILEIRO - uma noite em homenagem ao DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA e aos 50 anos de carreira de JOÃO UBALDO RIBEIRO.
Show com VITOR ARAÚJO [pianista], FABIANA COZZA [cantora] e RUBI [cantor]
Participações especiais de
ALTAIR MARTINS, DOUGLAS ALONSO, MARCELINO FREIRE, NARUNA COSTA e OLÍVIA ARAÚJO.
Também serão homenageados os escritores FERRÉZ e
SÉRGIO VAZ

23h00 – Bar Ó do Borogodó
Roda de samba com o grupo Ó do Borogodó

DIA 21 DE NOVEMBRO [SÁBADO]

11h00 –
Livraria da Vila
Um bate-papo com escritores conhecidos também por seu trabalho em outras áreas: RONALDO BRESSANE [jornalista, poeta e autor, entre outros, de Céu de Lúcifer], conversa com ANTONIO PRATA [cronista, com vários livros publicados, colunista do jornal O Estado de S. Paulo], EDNEY SILVESTRE [apresentador de TV e que acaba de publicar seu primeiro romance, Se Eu Fechar os Olhos Agora] e MICHEL LAUB [jornalista, um dos criadores da revista Bravo, autor de vários romances, entre eles o recente O Gato Diz Adeus]

13h30 – Espaço Plínio Marcos
Jovens poetas, de diferentes cidades brasileiras, fazem uma homenagem ao curitibano
PAULO LEMINSKI, em um sarau na Praça Benedito Calixto comandado pelo poeta baiano RUY MASCARENHAS

14h30 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Um bate-papo com quatro poetas da nova geração sobre publicação, novas mídias e o que é - e por que - “ser poeta” no mundo de hoje: BINHO [poeta, criador do Sarau do Binho] conversa com ANALU ANDRIGUETTI [autora do livro inédito A Matadora de Orquídeas], HUGO GUIMARÃES [autor do livro Poesia Gay Underground], JESÚS ERNESTO PARRA [poeta venezuelano, autor de Sombras que Cruzan las Paredes] e MARIA REZENDE [poeta carioca, autora, entre outros, de Bendita Palavra]

17h00 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Um bate-papo com um dos grandes nomes da poesia brasileira: IVAN MARQUES [professor da USP e criador do programa de TV Entrelinhas] conversa com FRANCISCO ALVIM [mineiro, radicado em Brasília, autor, entre outros, de Elefante]

19h00 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Dois famosos poetas “performáticos” dos anos 70 encontram dois famosos poetas “performáticos” dos anos 90: CHACAL [poeta carioca] e NICOLAS BEHR [poeta mato-grossense radicado em Brasília] conversam com DANI UMPI [poeta, ator e cantor uruguaio] e MICHEL MELAMED [poeta e ator carioca]
Entre uma mesa e outra, haverá intervenções dos coletivos de poesia MUITO BARULHO POR NADA [de Salvador], URROS MASCULINOS [do Recife] e POESIA MALOQUEIRISTA [de São Paulo]
Na ocasião, acontecerá a abertura oficial da exposição de grafite e poesia visual coordenada pela editora DULCINÉIA CATADORA e será lançado o livro No Visgo do Improviso ou A Peleja Virtual Entre Cibercultura e Tradição, de MARIA ALICE AMORIM

21h00 – Mercearia São Pedro
BALADA DE LANÇAMENTO da antologia de contos Tribêbada, com vários autores; do livro Poeticidade, de FREDERICO BARBOSA; e do Diário de Bordo, de LIELI LOURES, esse em parceria com a diretora de arte Raquel Alvarenga e com a artista plástica
Inco Matsui

DIA 22 DE NOVEMBRO [DOMINGO]

11h00 –
Livraria da Vila
O encontro histórico de dois escritores de gerações diferentes, com muitos pontos em comum: SANTIAGO NAZARIAN [autor, entre outros, do recém-publicado romance O Prédio, o Tédio e o Menino Cego] conversa com JOÃO GILBERTO NOLL [um dos nossos mais premiados escritores, autor, entre outros, do romance Acenos e Afagos]

14h30 –
Livraria da Vila
Uma mesa em homenagem a uma das mais importantes escritoras brasileiras, cujo relançamento de sua obra teve início este ano: MANUEL DA COSTA PINTO [crítico literário] e alguns convidados do evento conversam com LYGIA FAGUNDES TELLES [nascida em São Paulo, ganhadora do Prêmio Camões, é autora de clássicos como o romance Ciranda de Pedra e os contos de Antes do Baile Verde]

17h00 –
Centro Cultural b_arco
Gravação ao vivo do programa de TV JOGO DE IDEIAS.
CLAUDINEY FERREIRA [jornalista e coordenador literário do Itaú Cultural] conversa com LIRA NETO [autor da biografia Maysa e da recém-lançada Padre Cícero] e FERNANDO MORAIS [autor de Olga e da biografia O Mago, entre outros livros de sucesso]

20h30 – Centro Cultural b_arco
SHOW DE ENCERRAMENTO com a banda PORCAS BORBOLETAS, além de leituras com convidados. Participação especial de ANDERSON FONSECA, MÁRCIO ANDRÉ e VICTOR PAES, do Rio.

RESSACA LITERÁRIA

Mantendo a tradição, toda BALADA LITERÁRIA termina com a RESSACA LITERÁRIA.
Desta vez, a BALADA encerrará em grande estilo, com dois convidados superespeciais, a saber:

DIA 25 DE NOVEMBRO [QUARTA]
19h30 – Centro Cultural b_arco
MARCELINO FREIRE e os participantes da oficina de criação literária do b_arco conversam com ÍTALO MORICONI, professor da UFRJ e organizador, entre outras, da antologia
Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século

DIA 29 DE NOVEMBRO [DOMINGO]

17h00 – SESC Pinheiros
RODRIGO LACERDA [autor premiado, de livros como Vista do Rio e O Fazedor de Velhos] conversa com JOÃO UBALDO RIBEIRO [que acaba de lançar pela Nova Fronteira o romance O Albatroz Azul]

ESPECIAL:
Oficina Literária com RAIMUNDO CARRERO
SESC Pinheiros
Dia 19 (quinta): das 15h00 às 17h00
Dia 21 (sábado): das 13h30 às 16h30
Vagas limitadas

“CARA DE ESCRITOR”
Exposição de fotografias de EDSON KUMASAKA:
Livraria da Vila e Centro Cultural b_arco

ATENÇÃO:
- Todo o evento tem ENTRADA FRANCA, exceto as rodas de samba no bar Ó do Borogodó e o show do dia 20 de novembro no SESC Pinheiros (em que será cobrado valor simbólico).
- Durante todo o evento será respeitado o limite de lotação das salas.
- Para saber mais sobre os convidados e verificar se houve alguma alteração na programação, acesse:
http://baladaliteraria.zip.net e www.obarco.com.br
- Siga o evento no Twitter:
www.twitter.com/baladaliteraria

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Barbárie, não!"


Já comentei sobre algumas tragédias por aqui, mas não tenho coragem de repercutir “barbáries”.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Imagens da SATYRIANAS 2009

Aqui vão alguns registros que fiz da SATYRIANAS 2009. Foi a maior pauleira – é humanamente impossível ver 30% da programação. Por isso dei prioridade às encenações autorais que rolaram nas tendas “DramaMix” e “Residência” instaladas na Praça Roosevelt por serem menos concorridas que as peças em cartaz no espaço Satyros I e II. Acho que, devido ao feriadão, o evento não contou com o mesmo público do ano passado (que passou dos 30 mil), por isso tava bem menos estressante. Tanto que era fácil descolar uma mesa nalguns dos 4 bares da praça pra bebericar entre uma programação e outra. O chato de sempre é apreciar bons eventos teatrais numa praça tradicional do velho centro da cidade em total abandono.
Alguns destaques: as “Stand Up Tragedys” (leituras poéticas que rolaram na tenda Residência), a peça “O Bebê de Roseroovelt” de Sérgio Roveri, “Freudislândia: Onde Tudo Explica” de Hugo Possolo, e “Amores Líquidos” de Marcelo Medeiros.


Fotos: Zequinha Imagens (clique nas imagens para ampliá-las)




Na praça também rolou Blues da melhor qualidade na bela voz rouca de Fernanda D'Umbra (banda Fábrica de Animais)



Enquanto no restaurante ao lado da praça rolava um prestigiado Pagode
O sino da igreja da Consolação fez belém-blém-blão às 18h


Painel ainda intacto de Di Cavalcanti que restou do incêndio do teatro Cultura Artística.

Cenas bucólicas que registrei no sábado na Praça Roosevelt



A novidade deste ano é o festival circense "Palhaça Geral" que, em sua terceira edição, fez parte do Satyrianas2009 - o evento contou com diversas companhias circenses que levaram montagens tradicionais numa lona de circo montada na Praça Roosevelt.

Marião (o Bortolotto) e sua banda blueseira Saco de Ratos se apresentaram na tenda "Residência", onde também rolou pequenos "Stand up Tragedy" - leituras de poemas feita por diversos convidados do Marião


Fotos do sábado e do domingo: uma penca de gente ocupando a praça e as calçadas


Imensas filas pra ver os espetáculos nas tendas da praça

Muita gente: até as mesinhas que não são de bares estavam ocupadas

Famosidades: Marcelino Freire abraça Alberto Guzik - não pensem que eu estava bancando o paparazzi, viu! Eu estava conversando com Marcelino quando ele avistou Guzik.



Pra mim, o gran-finale das Satyrianas 2009 foi o ver na lona do "Palhaçada Geral" o "São Paulo Fashion Clown", uma sátira-show dos famosos desfiles de moda comandado pelo parlapatão Hugo Possolo, com a participação dos Doutores da Alegria, do ator Luis Miranda, e de outros grupos cômicos.

Fim do espetáculo e fim das Satyrianas - fecham-se as cortinas.

Ufa! Agora é o momento que vou atrás de uma breja gelada.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"SATYRIANAS 2009"


Já comentei em outro post por aqui que a vinda das diversas trupes teatrais que se instalaram na Praça Roosevelt me incluiu na condição de “público de teatro” - devido a acessibilidade a espetáculos teatrais de qualidade (por preços não excludentes) deixei de ser apenas um “freqüentador casual”. Comentei também que graças a esse agito cultural/teatral muita gente voltou (começou) a freqüentar o antigo centro sem neura, apesar de o projeto de revitalização da praça Roosevelt (que é mal iluminada e anda caindo aos pedaços) não deixar de ser promessa dos administradores da cidade.

E um dos eventos culturais mais legal que rola na praça e que já entrou pro calendário oficial do Estado de São Paulo é a “Maratona Cultural Satyrianas – Uma Saudação à Primavera”, a festa teatral com duração de 78 horas ininterruptas. Nesta oitava edição (que este ano vai da próxima sexta-feira, dia 30, até segunda, dia 02) rola uma extensa programação de peças, debates, cafés literários, oficinas, shows musicais e jam sessions que podem ser conferidas nos teatros e em tendas montadas na praça e noutros 31 espaços que se tornaram parceiros do evento. Além do Satyros há também o
Espaço Parlapatões, Miniteatro, Casarão Belvedere, N.Ex.T., Instituto Cultural Capobianco, Casa das Rosas, Teatro do Centro da Terra, Teatro da Vila, Teatro do Ator, Studio 184, Teatro Artur Azevedo, Teatro Paulo Eiró, Espaço Maquinaria, Teatro dos Arcos, Espaço Pyndorama, Casa Café e Teatro, Teatro Gil Vicente, Arte Gullik, Teatro Brigadeiro e Centro Cultural Rio Verde.

Ivan Cabral, coordenador do Satyros, conta que o evento teve início em 1991, quando ele e Fauze El Kadre começaram a passar trote por telefone para uma lista de nomes de artistas. Uma das vítimas foi a cantora Vanusa que caiu no conto e topou participar do falso evento. A partir de então, Ivam e Fauze decidem levar a história a sério, e já na primeira edição da Satyrianas, o evento teve a participação de Antonio Fagundes, Débora Bloch, Diogo Vilela, Aguillar, Nelson de Sá, Moacyr Góes, Celso Nunes, Eliane Robert Moraes e Dib Carneiro Neto.
E como desde as primeiras edições a forma de pagamento é chamada de “ingresso consciente”, onde o espectador define o valor do ingresso, com contribuição mínima de R$2,00 em todas as peças que incluem a programação dos teatros. Já a programação das tendas será totalmente gratuita.
Bueno. A programação e longa e eu pretendo aproveitar o feriadão pra ver o máximo espetáculo possível.

Confira a programação completa
aqui

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um Blues de Caio Fernando Abreu


Por causa da correria durante a semana ando com pouco tempo pra escrever no blog, mas pra não dizer que não falei de flores, passo correndo por aqui pra dizer que, relendo hoje (no banheiro) a minha edição de 1988 de “Os Dragões Não Conhecem o Paraíso” de Caio Fernando Abreu, me deparei – lá no capítulo “Sem Ana, Blues” – com um delicioso (porém sofrido) parágrafo (que segue abaixo) todo moldado em metalinguagem. Vejam como Caio elegantemente se utiliza de uma artimanha lingüística para expor um doloroso infortúnio, como obrigatoriamente é a letra de um Blues.

"SEM ANA, BLUES"

"Quando Ana me deixou – essa frase ficou na minha cabeça, de dois jeitos – e depois que Ana me deixou. Sei que não é exatamente uma frase, só um começo de frase, mas foi o que ficou na minha cabeça. Eu pensava assim: quando Ana me deixou – e essa não-continuação era a única espécie de continuação que vinha. Entre aquele quando e aquele depois, não havia nada mais na minha cabeça nem na minha vida além do espaço em branco deixado pela ausência de Ana, embora eu pudesse preenchê-lo – esse espaço branco sem Ana – de muitas formas, tantas quantas quisesse, com palavras ou ações. Ou não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei, naquele tempo, para ocupar meus dias, meu apartamento, minha cama, meus passeios, meus jantares, meus pensamentos, minhas trepadas e todas essas outras coisas que formam uma vida com ou sem alguém como Ana dentro dela. (...)"

Ps: logo logo publico aqui a programação das SATYRIANAS -2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"PERNAMBAS INVADERS"


A coisa é mais ou menos assim: toda semana entro no site do StúdioSP (uma casa de show da rua Augusta onde tocam bandas de todos os gêneros) pra conferir a programação e tenho notado, já faz um tempão, que sempre há algum grupo pernambucano se apresentando: até o fim deste mês baixam lá as bandas EDDIE (dia 24) e SEU CHICO (dia 30). E se procurarmos noutros lugares de show como o Grazie a Dio, o Sarajevo Club ou a rede SESC, vamos encontrar algum pernamba dentro da programação. Já fiz até uma lista com esses grupos que sempre estão em Sampa: MOMBOJÓ, MONJOLO, EDDIE, QUEROSENE JACARÉ, DIZ MAIA, NUDA, 3 NAMASSA, GUADALOOP, ASTRONAUTAS, JORGE CABELEIRA, CHINA, SEU CHICO, ZECA VIANA, OTTO, ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA - isso sem falar das badaladas NAÇÃO ZUMBI e MUNDO LIVRE S.A. No último feriadão, eu mesmo fui ver no MIS, Museu da Imagem e do Som, o lançamento do excelente disco de estréia, "CRISTALINA", da pernamba LULINA.
E essa invasão pernambucana não só rola no mundo da música. Na literatura temos o multimídia e agitador cultural MARCELINO FREIRE (radicado em Sampa), que sempre que pode traz outro pernamba de talento dentro da mala (em novembro tem a 4ª edição da Balada Literária, organizada por Marcelino, cujo homenageado será o grande JOÃO SILVÉRIO TREVISAN). Na mesma praia das letras há os poetas LIRINHA, MIRÓ, FREDERICO BARBOSA, BRUNO MAFERDINI que são sucesso nos saraus literários dos quais participam. Tem também o XICO SÁ que fala de futebol, de modos de macho e de modinhas de fêmea e que agora é meu vizinho aqui em Perdizes.
Nas artes cênicas/musicais já chegou há algum tempo (e se instalou na Vila Madá) ANTONIO NOBREGA – tem também o meu amigo DINHO LIMA FLOR que me encantou com seu espetáculo “CONCERTO DE ISPINHO E FULÔ” que estava em cartaz no SESC-Paulista. E por aqui onde moro tenho me esbarrado (seja na fila do banco Itaú ou na praça Rusvel) com CLAUDIO ASSIS, um cineasta criativo; diretor autoral de dois excelentes filmes que gosto muito: “AMARELO MANGA” e “BAIXIO DAS BESTAS” - já vi o cara sugerir a Hector Babenco e à organização de um festival de cinema que tomassem em seus respectivos ânus. E por Sampa também a gente pode encontrar o cineasta LÍRIO FERREIRA que dirigiu o os cultuados “BAILE PERFUMADO” e “ÁRIDO MOVIE”.
E como eu já disse noutro texto aqui no blog; o que me impressiona é que Pernambuco tem muito mais armas a sacar.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Manias e Provocações.

Nunca soube o que é um “olhar 43” como naquela canção oitentista (o restante da letra não me ajuda entender que raios o compositor queria dizer). Sei que existe o olhar de “soslaio” de “esguelha” que parecem ser la même chose. Meu avô Guilherme diria “espichar d’ôio”. Bom. O que eu quero dizer com isso é que tenho a mania de ficar de “butuca” – esse vocábulo é de “mano” – no que as outras pessoas estão lendo. Virou vício até. Estico o pescoço, mudo de banco, forço realmente a barra pra assuntar a leitura alheia. Pouco importa se é livro, bula, receituário ou apostila de cursinho. Só sossego quando descubro o título ou o conteúdo do que o vizinho lê. Tamanha insanidade, né mesmo. É, mas essa minha excentricidade, ou esquisitice, já me rendeu dicas inestimáveis. Foi por cima do ombro de uma passageira da linha 775N Rio Pequeno/Vila Mariana que, na primeira metade dos anos 80, li alguns trechos do clássico “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva. O livro ainda não era o sucesso que viria a ser e eu fiquei fascinado pela forma solta e ágil da narrativa, tanto que comprei o livro na mesma semana. E aconteceu o mesmo com o “Olga” de Fernando Morais e “Queda Para o Alto” de Herzer. De certo que a decepção com títulos e autores que as pessoas geralmente lêem é mais constante; é muito auto-ajuda de baixo nível, best-sellers da moda (os tops do momento são as edições de auto-ajuda direcionadas a executivos), entre outras publicações esotéricas de conteúdo duvidoso.
Acho ônibus e metrô bons lugares pra leitura, pena estarem tão desconfortáveis e saturados. Às vezes até lamento quando um conhecido entra no ônibus e estou compenetrado nalgum livro - por outro lado, já travei papo bacana com gente que lia algo que muito me interessava.
Coisas entranhas e engraçadas também acontecem: minha amiga Solange , certa vez, lia “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” de José Saramago quando uma senhora que sentava ao lado a parabenizou pela leitura “cristã/religiosa”. Coitada. Mal sabia a senhora do conteúdo ateu do livro e do autor. Acho que foi em março deste ano quando, ao me sentar num banco de ônibus, vi que havia um rapaz compenetrado num livro de capa escura. A princípio não dei atenção ao vizinho; sentei ao seu lado, tirei “Os Demônios” de Dostoievski de dentro da mochila e me concentrei no livro. Só mais tarde me toquei que o cara ao lado lia a Bíblia. Por pura provocação reposicionei a capa de “Os Demônios” para que o carola se assustasse com o título. Recentemente repeti a dose – só que fui mais insolente dessa vez. Depois de atravessar a rua Augusta, já na calçada em frente ao Conjunto Nacional, na avenida Paulista, fui abordado por um Krishna que queria me vender um livro cujo conteúdo defendia alguma filosofia vegeta e outros valores saudáveis. Não teve jeito. Radicalizei: puxei o “Junky” (Drogado) de William Burroughs e mostrei pro teimoso careca afirmando ter predileção por gêneros literários mais “transcendentes”. É isso. Às vezes acordo de pavio curto.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Direto da "LULILÂNDIA" (ou seria da "TREZELÂNDIA"?)


Pois então: sabem aquela pernamba de voz suave, aquela que foi abduzida e que curtiu, aquela que tem um príncipe que lhe dá múltiplos orgasmos, aquela que invés de MPB prefere “CPM” - Canção Popular Melodramática, aquela criadora de minhocas, aquela que sabe cozer um miojo anti-desgosto, aquela que, “puta, meu”, sacou legal a balada do paulistano? Pois então, aquela menina, LULINA, me enviou e-mail avisando do lançamento de seu recente álbum "CRISTALINA" pela gravadora Yb (?). Vai ser no dia 9 de outubro, sexta-feira, no MIS (Museu da Imagem e do Som), às 21h13.
Ela diz que, no dia, a top bielo-russa Alexia Schimmermmann, vai vender os discos de Lulina pelo preço promocional de 13 pilas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rapidinhas Pra Semana

Uma excelente dica de cinema para este fim de semana prolongado: "DEIXA ELA ENTRAR" (Let the right one in) de Tomas Alfredson. Não tenho dúvidas ao afirmar que esse longa sueco é o mais belo filme sobre vampiro que já vi. Que ainda trata de amizade e carinho de forma delicada. NÃO DEIXEM DE VER!!!
É amanhã, terça, dia 06, a partir das 18h30, na Livraria da Vila Madalena, o lançamento de “MIGUEL E OS DEMÔNIOS” de Lourenço Mutarelli. Para quem não conhece, Mutarelli é um ex-quadrinista cultuado que abandonou o desenho pra se dedicar a prosa. Escreveu “O Cheiro do Ralo” (que virou filme), “O Natimorto” (que virou peça teatral de sucesso e que também será lançado no cinema, talvez, no começo de 2010), “Jesus Kid” , “A Arte de Produzir Efeito Sem Causa”, entre outros. Neste “Miguel e os Demônios”, o autor criou um “antirromance” policial com possessão, múmias mexicanas, seitas bizarras, pedofilia e travestis sedutores. Ah! Na FLIP deste ano, Chico Buarque confessou ser um entusiasmado leitor de Mutarelli (e eu também).
E corra pra comprar ingressos para o show de lançamento do disco de Arnaldo Antunes, “IÊ, IÊ, IÊ”, que será entre os dias 15 e 17 da próxima semana no SESC-Pompéia (vai de 7,50 a 30 realitos – vamos nessa Carolina Martins?). Compre ingressos também pra ver o cantor-ator curitibano, Carlos Careqa interpretando canções do mito TOM WAITS no SESC-Santana, no próximo sábado, dia 10. Pra quem ainda não viu o excelente documentário “NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI”, sobre a vida e obra de Wilson Simonal, o Sesc-Pinheiros distribui, gratuitamente, a partir do dia 10, ingressos para o filme. Sei que está adiantado, mas já vão marcando na agenda que dia 27 deste mês tem show imperdível e totalmente digrátis da diva ANGELA MARIA no Centro de Eventos Pedro Bartolosso, em Osasco (depois dou mais detalhes)
E dia 7, quarta-feira, às 20h, tem bate-papo com Décio Pignatari, no SESC-Vila Mariana. Apesar de sua rabugice vale prestar atenção nalgumas dicas do velho poeta concreto.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

"Na Rua"

Ufa! Esta semana foi bem agitada. Segunda-feira fui à Livraria Cultura do Conjunto Nacional para o lançamento de "MEU PEQUENO SÃO-PAULINO", escrito pelo ex-titã Nando Reis. Não torço para esse time, mas estava lá porque acho legal essa coleção MEU TIME DO CORAÇÃO, da editora Belas Letras que já consta com mais de sete títulos (“Meu Pequeno Corintiano”, “Meu Pequeno Palmeirense”, “Meu Pequeno Colorado”, “Meu Pequeno Gremista”, “Meu Pequeno Vascaíno” e outros). São livros infantis feitos pra conquistar leitores e torcedores e estão bem bacanas. Segue um trechinho: “Nasci branco, com os olhos pretos e cabelo vermelho; um perfeito tricolor. E esse sentimento só cresceu ano após ano, desde minha primeira lembrança como torcedor indo a um jogo em um domingo à tarde, no Morumbi contra o Corinthians até as grandes conquistas de hoje”

(Fotos: Zequinha imagens)



OCUPAÇÃO LEMINSKI é o nome da exposição inaugurada na quarta passada no Itaú Cultural da Avenida Paulista. Eu estive lá. Muita famosidade presente ao evento. Mas o legal foi ver Alice Ruiz e Áurea Leminsk, esposa e filha interpretando poesias e prosas do poeta. Tão marcados alguns shows pra este mês de outubro no teatro do Itaú: vai ter Moraes Moreira, Miriam Maria, Edvaldo Santana,Vitor Ramil e mais participação especial de Estrela Ruiz Leminski, que é também filha de Paulo Leminski.
Eu recomendo a visita, pois se trata de uma exposição sob a curadoria de outro excelente poeta, Ademir Assunção (chega de tecnocratas ou burocratas organizando eventos sem a menor afinidade com o tema). É curta a temporada da exposição. Vai de 01/10 a 08/11 de 2009 – e o Itaú Cultural fica Avenida Paulista 149. Para mais informações clique aqui



E na mesma quarta-feira fui ver a escritora Paula Dip falar sobre seu novo livro “PARA SEMPRE TEU, CAIO F” que é sobre a vida de CAIO FERNANDO ABREU (tem post logo abaixo sobre o livro). O bate-papo rolou legal na charmosa sala de leitura do SESC-Consolação – o chato é que as pessoas que ocupavam o local não gostaram nada de ter que abandonar suas leituras por causa do evento. Alguns até jogaram jornais, livros e revistas, com certa violência, sobre as mesas e os puffs. Ué! Mas o encontro não era pra falar de literatura? Por que o desagrado então? Vá saber...



E também não posso deixar de comentar que fui ver meu amigo, o ator Dinho Lima Flor no espetáculo-teatral-musical-sociológico-carismático "CONCERTO DE ISPINHO E FULÔ", em comemoração ao centenário do poeta Patativa do Assaré. Dinho arquitetou esse projeto com seu grupo Cia. do Tijolo que, contando com excelentes atores-cantores e músicos, utiliza a vida e obra do poeta como inspiração para refletir os destinos da poesia popular na formação do povo brasileiro. Tem momentos do espetáculo que dá vontade de largar a condição de platéia calada/sentada e cair na dança e entrar na cantoria. Eu recomendo e aviso que Concerto de Ispinho e Fulô fica somente até o dia 11 de outubro, de sexta a domingo, sempre às 21h. Informações aqui.


Ah! E hoje, sexta-feira, a meia-noite, vou a estréia de "BRUTAL" no ESPAÇO PARLAPATÕES, na famosa e agitada praça rusvel. O Texto e direção é do Marião (o Bortolotto) que apresenta a história de Estevão, um homem que lidera uma seita que prega o ódio racial. A peça conta com as belíssimas atrizes Maria Manoella, Carolina Manica, Martha Nowill, Luciana Caruso, Érika Puga, e com os atores Laerte Melo e Walter Figueiredo. Depois conto aqui como foi a montagem. O ingresso custa 30 pilas e rola sempre as sextas, estranhamente às 23h59.

(a foto acima não pertence a Zequinha imagens)