quinta-feira, 27 de maio de 2010

"II FESTA DO TEATRO"

Pra quem se interessou em ver a peça “Música Para Ninar Dinossauros” do Bortolotto é bom correr para os 7 pontos de distribuição de ingressos gratuitos porque são mais de 180 peças nesta II FESTA DO TEATRO de Sampa, que começa neste fim de semana e vai até o dia 04/06. Durante os dias 27,28 e 29, serão distribuídos os 40 mil ingressos, e os pontos estão na Lapa (Biblioteca Mário Schemberg), na Vila Formosa (Biblioteca Pref. Prestes Maia), Vila Nova Cachoeirinha (CCJ Ruth Cardoso), Teatro Municipal, SP Escola de Teatro, CCSP (Centro Cultural São Paulo). O evento é organizado pelo grupo PARALAPATÕES, CHAIN EVENTOS e J.LEIVA. Desta vez tem peças para todas as idades. A programação completa pra ver no www.festadoteatro.com.br

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os Dinos do Bortolotto

Domingo passado fui ver outra peça do Bortolotto e fiquei novamente comovido, do mesmo jeito que quando vi Hotel Lancaster, Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet, Brutal, Medusa de Ray Ban, Uma Pilha de Louça Suja (?). Como sempre a gente encontra o drama de caras sem perspectiva de porra nenhuma nos textos do Marião, só que em "MÚSICA PARA NINAR DINOSSAUROS" são três velhos amigos, três sujeitos melancólicos sem o menor talento com as mulheres, por isso pagam putas para que os ouçam. Bebidas e copos espalhados. Um piano, um sofá e uma vitrola que toca Joe Cocker, Van Halen entre outros sons. Uma mesma música e um mesmo cenário se deslocando no tempo pra falar dos dinossauros expostos nas peles do Marião, do Lourenço Mutarelli e do Paulo de Tharso (o Picanha, que está divertidíssimo no seu personagem). Eu já vi o Bortolotto atuando na peça "Êxtase" (ainda em cartaz no CCBB daqui de Sampa) depois da merda toda que rolou com ele em dezembro passado. Assim que desci do taxi na rusvel vi o Marião sentado na entrada do teatro dos Parlapatões – faltavam mais de 20 minutos pro início da peça – , estava só; talvez nem se lembre mais de que foi ali que ele quase partiu pra outra. Cumprimentei-o como sempre, e ele, como sempre, atencioso com seus fãs (e eu sou fã do ator, do dramaturgo e do bluseiro Marião).
Nasci no finalzinho dos anos 60 e quem é dessa geração vai se identificar com os personagens. É que eles têm a sensação de estarem fora do tempo: quando havia a repressão da ditadura nos anos 70, a gente era criança e colecionávamos figurinhas Chapinhas de Ouro, Cavalo de Aço, e de times de futebol. Quando teve as Diretas-já, a gente era adolescente, estava rolando a abertura, mas só pensávamos em namorar. No impicha do Collor, a gente era velho demais pra virar cara-pintada. Ou seja: uma geração atrasada, deslocada, losers. Pra ninar a gente, o Marião colocou 6 gostosíssimas beldades em cena (que mesmo no lusco-fusco do palco, não dá para desgrudar os olhos). O chato é que aquela foi a última apresentação no Parlapatões. Talvez role outras duas na semana que vem no Dia do Teatro, é o que diz o blog Atire no Dramaturgo. No mais é torcer para que entre logo em cartaz outra peça do Marião (ou a mesma), porque vale à pena a gente se surpreender com os textos tocantes, honestos e poéticos do Bortolotto.

Eu, um dino emocionado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

"Libertando" (Bookcrossing)

Como prometi, foi libertado neste sábado, na estação Sumaré do metrô daqui de Sampa, ADONAI de Jorge E. Adoum (1897-1958). O livro parece um romance histórico, mas no fundo é uma biografia do autor que é filho do libanês. Ele fala de esoterismos e de ricas tradições das demais regiões do Oriente Médio. São através de dramáticos acontecimentos que o autor nos põe em contato com cidades lendárias, seres extraterrestres, e com processos espirituais. É relatado também os horrores pelo qual passou no Líbano durante a primeira guerra (1914).
A quem não possa, o livro realmente não se faz interessante, mas nele há algo bem bacana, que dificilmente encontramos nesse gênero busca-espiritual-de-resultados-imediatos (que nos finalmentes acaba sendo de “auto-ajuda”): é que quando o personagem passa pela Senda da Iniciação (espiritual), o seu guia-mestre explica que “sem os mistérios do amor e do sexo não se chega a Deus”. Êba! Que o papa-nazi-XVI não nos ouça.
Outra coisa legal é que o autor se utiliza de poesia da Síria/Líbano; num passeio pelas belas cidades de Beirute e Damasco. O editor diz que o livro “é destinado a distrair, instruir e educar espiritualmente pessoas de todos os níveis e raças.” Porém, contudo e todavia...
Pra quem não sabe do assunto "Bookcrossing", leia o post abaixo.




segunda-feira, 17 de maio de 2010

“LIVRO LIVRE” - BookCrossing


Conheci inúmeros movimentos libertários: de escravos, estudantes, operários, anarquistas, socialistas, cristãos, artistas, ambientalistas, sem-terras, sem-money, sem-vergonhas-na-cara. Organizações de todos gêneros, credos, cores e cheiros. De esquerda e direita e até de ditadores (sim, porque todo caudilho se julga libertador). Mas de “livros” essa foi a primeira vez. Foi em 2008, durante a Virada Cultural daquele ano, que conheci, na Casas das Rosas, o BOOKCROSSING, movimento de libertação de livros que começou no esteites e que agora já se espalhou pelo mundo. Se você encontrar um livro esquecido por aí em que na capa esteja escrito “Não estou perdido... Sou um livro livre”, saiba que ele está ali à procura de um leitor em potencial que o descubra, e não mofando egoisticamente nalguma estante.
A idéia é bem bacana. É o desapego ao objeto livro (no bom sentido), é a concepção e a prática democrática do uso do livro como se fosse numa grande biblioteca mundial. Um idealismo possível. Iniciativa como esta, com toda certeza, já deve ter pipocado em diversos países, mas da forma como é organizada pelo Bookcrossing, para mim, é mais interessante. O livro é colocado em lugares públicos e como cada livro tem um registro no Bookcrossing, espera-se que o possível leitor entre no site e digite esse registro. Na primeira página segue o texto:
"Sou um livro muito especial. Viajo ao redor do mundo em busca de novos leitores. Espero ter encontrado mais um em você. Por favor, vá até http://www.bookcrossing.com.br/ , entre com o número BCID abaixo e deixe uma breve nota. Você descobrirá onde estive, quem me registrou e meu leitores anteriores saberão que estou seguro em suas mãos. Depois ajude-me a realizar um sonho: leia-me e liberte-me!"
A coisa começou em 2001, quando Ron Hornbaker e sua esposa, Kaori, admiravam sites que rastreavam dinheiro e câmeras descartáveis pelo mundo. Eles olharam para própria estante de livros e logo em seguida surgiu a idéia de rastrear livros. Daí fizeram o site com apoio de outros parceiros e rapidamente o projeto rodou o mundo. O BookCrossing está presente em mais de 130 países, com cerca de 800 mil membros.
A partir desta semana “libertarei” um livro em algum local o qual avisarei antecipadamente aqui no blog. Se você quiser saber dos títulos que estão libertados pela sua cidade o site também informa. Se houver interesse pelo movimento e você desejar libertar os livros de sua estante, o site dá todo o suporte, desde etiquetas para colar nos livros até cartazes de divulgação. Há também as “zonas de bookcrossing”, locais onde se pode libertar seu livro ou escolher outro para sua leitura. Em Sampa tem na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37), no bar Central das Artes (R. Apinagés 1081 – Sumaré) e no bar Salommão (Av. Angélica, 2435 – Higienópolis). Outra coisa legal é que não há prazo (nem alguém no nosso pé) para (re)libertarmos os livros do bookcrossing. E não é necessário se cadastrar no site para ser membro do movimento.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

VIRADA CULTURAL 2010


Demorei pra falar aqui dessa nova edição da VIRADA CULTURAL 2010 porque achei a programação um tanto chocha. Não ligo em ter ou não grandes nomes, mas acho sem propósito trazerem atrações internacionais para a Virada, sendo que temos muita gente talentosa buscando espaço. Já fiz alguns trabalhos para a secretaria estadual de cultura e percebi o saco que é se inserir nos projetos culturais públicos. Imaginem o poder de quem organiza esses eventos (e o nível de bajulação e assédio que sofrem), ainda mais este ano que a prefeitura aumentou a verba da Virada para 8 mijones. Outro problema é a descaracterização temática de alguns palcos, como o da Vieira de Carvalho (conhecido como Palco Brega) que mistura Arrigo Barnabé, André Abujamra, Supla, com Sidney Magal, Vanusa e Wanderléa; daria caldo se fosse uma “Jam session”, mas...
No palco da Júlio Prestes tem Living Colour, ABBA e encerra com a cantoria de Elomar, Xangai e Geraldo Azevedo: mistura estranha. Um palco bem bacana é o Cásper Libero (na rua Washington Luis) que traz novos talentos como Juliana Kehl, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e Mallu Magalhães. A programação da Boulevar São João começa com o bruxo Hermeto Pascoal, passa pelo sensacional The Temptations, e pelos professores Luiz Tatti, Wisnik e Netrovisk. No palco da São João tem Patrulha do Espaço e uma banda que gosto muito, Velhas Virgens, fazendo tributo a Adoniram Barbosa (nos trens da CPTM, vai rolar, em comemoração ao centenário do compositor paulistano, exposição fotográfica com esquetes teatrais originalmente estreladas por Adoniram na era dos rádio no Brasil – no CEU Jaçanã, Maurício Pereira, Maria Alcina e Wandi Doratiotto também homenageiam o compositor ). A programação mais coerente encontro no palco da República, onde se apresentam Paulo Vanzolini, Nelson Sargento, Jair Rodrigues, Elza Soares, Clube do Balanço, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Dicró e o grande Germano Mathias.
No Pateo do Colégio também tem muita música: por lá tocam Tião Carvalho, as cantoras Nô Stopa e Alzira Espindola; além do bluseiro paulitano da ZL, Edvaldo Santana, na companhia de Swami Jr. Outra coisa bem bacana é a descentralização que rola todo ano, levando boa programação às unidades do CEU nas perifas de Sampa. Marcelo Nova (Camisa de Vênus) toca no CEU Aricanduva. O soul man, Carlos Dafé, tá no CEU – Azul da Cor do Mar. Mallu Magalhães se apresenta no CEU Casa Blanca, e muito mais.
Tem teatro no CCBB e no Sesc Santana, filmes no CCSP e nos Cines Arouche, Belas Artes, Don José, Cinemateca, Sesc e Olido. Na Casa das Rosas também tem boa programação: Tetê Espindola, Filó Machado, Babilaques, dança flamenca e saraus. Sem falar da rede Sesc que traz Nuno Mindelis, Blues Etílicos, Antonio Nóbrega, Arnaldo Antunes, Osvaldinho da Cuica, Quinteto em Preto e Branco, Tatá Aeroplano. Uma programação que recomendo é o sarau Virando Poesia do Dia Para Noite – 24 h no ar (via internê, no www.sescsp.org.br/santoamaroemrede), coordenado por Sérgio Vaz e o pelo pessoal da Cooperifa.
O chato é que no domingo, dia 16, também tem a Feira da Pompéia que este ano comemora os cem anos do bairro.
Pra ver a programação completa da Virada Cultural clique aqui.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

“NÓIS NUM SEMOS TATU”


A partir de hoje lanço campanha nacional: “Vamos Estatizar nosso Escrete Canarinho”, com eleição direta para presidente da CBF e pra técnico da seleção. Porque, sabendo dos critérios de Dunga para a convocação dos 23 jogadores, precisamos conquistar o direito de colocar e de empichar, por meio do voto/referendo/plebiscito/palitinho/dois-ou-um, desde o técnico até o todo poderoso ocupante da presidência da CBF (ou alguém duvida que o segundo brasileiro mais importante seja o senhor Ricardo Teixeira?). Em vários momentos da entrevista coletiva, depois da apresentação dos convocados, para explicar os critérios de escolha ou de exclusão de determinado atleta, Dunga se referiu à suas conversas com Teixeira, a quem ele trata de “o presidente”. Ou seja: o clamor popular pela convocação de Ganso, Neymar (e de Diego Tardelli) não tem peso algum, mas o que ele o “presidente” decidem é o que prevalece. Dunga não tem consciência de sua contradição: ao mesmo tempo em que apela ao “patriotismo” do torcedor brasuca, dizendo “se não gostarem de mim, de uma ou outra escolha, gostem de nosso país, gostem do Brasil, nos incentive”, afirma não acreditar em “clamor” (ele se enrolou todo, tentando explicar que há exploração de marketeiros quando existe consenso popular pela escalação de determinados jogadores). O pior é que a Rede Globo vai atrás dessa patacoada patriótica, como no slogan “Nosso Esporte É Torcer Pelo Brasil”. Se não me engano, foi o pensador inglês Samuel Johnson que disse “O Patriotismo é o Último Refúgio dos Canalhas”. E a maior incoerência é o argumento repetido por Dunga sobre a falta de experiência de Neymar e Ganso em partidas da seleção; ambos “não foram testados suficientemente para serem convocados”. Oras bolas! Quando Dunga foi nomeado pelo “presidente” ele tinha alguma experiência anterior como técnico?
Enfim. Confesso que estou brochado, sem tesão pelo championship mundial ludopédico 2010. Acredito que torcer pelo escrete "do" Dunga (sim, essa escalação é de autoria e de total responsabilidade do treinador e do “presidente”) vai ser de lascar; retranca futebol clube com um no gol e dez recuados, diferentemente do belo futiba apresentado recentemente pelo Santos e pelo Barcelona. Dunga quer jogador "raçudo" e nós queremos "classudos", senão vai ser o mesmo sofrimento de 1994; quando um a zero era goleada (tempos idos da "Era Dunga", lembram?) . Como diz aquele locutor histriônico global, “haja coração!”

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um lugar legal em Santos.

Homenageando a talentosa equipe de garotos que trouxe o título do Campeonato Paulista de 2010 ao time santista, deixo aqui algumas fotos que fiz de um local bem bacana que conheci em Santos neste fim de semana. Próximo do centro histórico da cidade há o morro de Monte Serrat, onde em 1927 foi inaugurado o bonde funicular que transportava a elite cafeeira até o alto do morro para apostar no Cassino Monte Serrat, que em seu período de glamour recebeu presidentes, grandes orquestras internacionais e artistas como Carmem Miranda, Francisco Alves e Sílvio Caldas até ser fechado, em 1946, quando o presidente Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil. Um lugar agradável que ainda conserva as características originais da decoração da época. Atualmente o imenso salão e o terraço são alugados para festas, e no primeiro pavimento funciona uma cafeteria com vista para toda a cidade.

O estranho é que não encontrei quem soubesse, para nos informar, a localização do bonde de Monte Serrat. Pior. Estávamos a menos de duas quadras do local e ainda assim havia quem não sabia da existência do tal ponto turístico. E isso se repetiu noutros lugares dos quais pedíamos informações. Acho que assim como acontece em Sampa, parte da população santista não tem o menor conhecimento dos locais históricos e turísticos de sua cidade. Acredito que a rotina do trabalho não permite ao paulistano e ao santista conhecer suas cidades, lamentavelmente.

Serviço: Monte SerratPraça Correia de Melo, 33. Ida e volta de bonde funicular: R$ 17,00. Funcionamento: segunda a domingo das 8 às 20h, com partida a cada 30min. Te.: (13) 3221 5665 –
www.monteserrat.com.br

(Zequinha Imagens - clique nas fotos para ampliá-las)





Estacionamento do cassino na década de 20 e no domingo passado.

Elite paulistana e santista que frequentava o cassino.

Entrada do cassino e parte da vista da cidade



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ao Pé do Rádio AM

As lembranças que trago de minha infância passam pelos processos cognitivos sensoriais: são memórias emocionais e auditivas. Principalmente a auditiva. Evoco e consagro as canções que dos 4 aos 14 anos eu ouvia no rádio AM da cozinha, enquanto dona Conceição, minha mãe, pilotava sua máquina de costura para complementar o orçamento - que não era moleza; 5 filhos, fora os agregados de ocasião. Em casa se escutava rádio às 24 horas do dia (um aluno de 13 anos, outro dia, me perguntou o que era essa tal de rádio “AM” que eu tanto falava, pode?). Tínhamos um Sterio Sharp de última geração (que meus irmãos compraram em 1978) onde escutávamos elepês de trilhas das novelas globais e compactos do Michael Jackson e Elvis Presley. Mas era no rádio AM que meu HD interno se abastecia de informações (e emoções) musicais. O mercado fonográfico e alguns críticos preconceituosos rotularam de “brega” as canções popularizadas neste período através das emissoras AMs. A nata intelectual, êmepebezista, da época tratava de “cafona” esses cantores e compositores dos anos 70. Diziam não haver valor estético nas criações de um Odair José, Waldik Soriano, entre outros. Não quero destrinchar esse assunto por aqui. Não tô afim. Se alguém se interessar pelo tema, leia o revelador EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO – A MÚSICA POPULAR CAFONA E DITADURA MILITAR do historiador Paulo Cesar Araújo (editora Record-2002). O que quero mesmo é deixar aqui vários registros sonoros que meus olhos e sentidos infantis captaram.

Ps: vou postar outras canções (da época) aqui e no Facebook, assim que eu for encontrando no you tube.

“O Mais Importante é o Verdadeiro Amor” – um clássico que tocava em todas as paradas de sucesso das AMs.


“Chiclete Cabochard” – Essa eu também escutava ao pé do rádio AM da cozinha.


Por essa eu pedia pra dona Conceição dar um tempo na sua máquina de costura.


Quando tocava ALOUETTE no rádio eu parava pra ouvir Denise Emmer, a filha da Janete Clair. Aos 10 aninhos o “brega” francês também me emocionava.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Senhor Rubinato


Um bom programa para este domingo é ir à área externa do Auditório do Ibirapuera para a comemoração dos 100 anos do senhor João Rubinato, quero dizer, ADONIRAN BARBOSA. Vai ser um showzão totalmente gratuito com a participação dos DEMÓNIOS DA GAROA, de JAIR RODRIGUES, VÂNIA BASTOS, EDUARDO GUDIM, PATTY ASCHER, ROGER MOREIRA, ARNALDO ANTUNES, LÍNGUA DE TRAPO e a orquestra ARTE VIVA, do maestro AMILSON GODOY - todos interpretando músicas do Adoniran, é claro.

Serviço:
Show homenagem a Adoniram Barbosa. Dia 25/04/2010. Às 11h no auditório do parque Ibirapuera – entrada pelos portões 2 e 3. Entrada franca.

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Uma Grande Invenção"

Não tenho tanto apego à tecnologia de ponta. E-book, Kindle, iPad, iPod, iPhone, essas coisas não me fazem a cabeça, mas a invenção abaixo és mucho notable, sensacionales.
Una bienvenida tecnologia.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"É TUDO VERDADE (infelizmente)"

Amigos, vendo o desespero nos rostos dos atingidos pelos deslizamentos de encostas no Rio de Janeiro fico sem tesão de falar dos eventos culturais que rolam neste fim de semana em Sampa. Tá. Por aqui aconteceu o mesmo, eu sei. Mas o que é de lascar é ver governador, prefeito (tanto de lá quanto de cá) fazerem pose de samambaia, como se o problema não fosse deles. Vamos investir uma nota em estádios até 2014 e 2016 porque alcançamos o status de auto-suficiência. Segundo Lula, pós-crise financeira internacional, somos exemplo pro primeiro mundo; temos condições até de emprestar dinheiro pro FMI. Socorremos Haiti, Chile como se não tivéssemos crônicas de hecatombes anunciadas. Desculpe-me, caro leitor, mas tem dia que dá vontade de xingar e não fazer poema algum. Tem dia que dá vontade de perder a ternura e endurecer.

Mas vamos em frente. A partir de hoje, dia 8, até o dia 18 de abril rola o festival internacional de documentário É TUDO VERDADE 2010. Não gostei muito da programação deste ano e acho até que os promotores do evento não conseguiram recursos suficientes, tanto que há pouco anúncio, nem mesmo na Internet. Nem cartaz eletrônico dessa edição foi disponibilizado na rede. O legal desse festival é que tudo é de graça; o saco é ficar horas em filas monstruosas pra conseguir ingressos para as sessões, que este serão no ESPAÇO UNIBANCO DE CINEMA, SALA CINEMATECA, CCBB, RESERVA CULTURAL. Para ver toda a programação clique aqui

Entre os mais de 50 documentários (curtas e longas metragens) fiz uma seleção de 10 e deixo as dicas abaixo, juntamente com o link do filme.

“Uma Noite em 67”Espaço Unibanco Augusta - dia 9 (às 21h) dia 10 (15h)
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10579&lng=
“Viagem em Redor de São Paulo”Cinemateca - dia 12 (20h) dia 17 (18h)
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=11068&lng=
“Doce Brasil Holandês”Reserva Cultural – dia 11 (21h) dia 14 (19h)
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10719&lng=
“O Contestado/Restos Mortais”Espaço Unibanco – dia 12 (21h) dia 13 (15h).
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10724&lng=
“Programa Casé”Espaço Unibanco – dia 13 (21h) dia 14 (15h).
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10792&lng=
“O Homem Mais Perigoso da América”CCBB – dia 9 (15h) dia 10 (19h)
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10592&lng=
“O Povo contra George Lucas”Reserva Cultural – dia 9 (21h) dia 10 (16h)
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10976&lng=
“Quando o Dragão Engoliu o Sol”Reserva Cultural – dia 12 (21h) dia 10 (14h).
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10232&lng=
“De Volta a Vida”Cinemateca – dia 11 (20h) dia 12 (18h) e no CCBB, dia 18 (19h).
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10584&lng=
“Querida Mãe”Espaço Unibanco – dia 9 (19h) dia 15 (17h)
http://www.etudoverdade.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=10646&lng=

segunda-feira, 29 de março de 2010

"O Santo Nosso de Cada Dia"

Caro amigo leitor: você sabia que ontem, domingão, foi dia de Santa Estela do Estilingue? Que hoje é dia de São Cabela, e que amanhã vai ser dia de São Mal Empilhado? Sabia, não? Já ouviu dizer que o próximo primeiro de abril vai ser dia de São Martin da Peruca Black? Se você está numas de fazer alguma prece e não sabe pra que santo apelar... seus problemas se acabaram! Agora você tem uma boa alternativa ao calendário católico; é que o chargista e ilustrador KARMO disponibilizou na internê o seu TODO SANTO DIA: 365 SANTOS DE INVENÇÃO PARA MILAGRES DE OCASIÃO. Clique aqui e selecione, com um pouco de bom humor, um interlocutor com o divino de seu agrado.

quarta-feira, 17 de março de 2010

PORCAS BORBOLETAS


Essa dica é para os amigos interioranos. É que a banda PORCAS BORBOLETAS, a partir do dia 20, está em turnê por diversas cidades paulistas. Já disse por aqui que as melhores descobertas musicais que fiz em 2009 foram as meninas do projeto 3NaMassa, a pernamba LULINA, a TRUPE CHÁ DE BOLDO e os mineirinhos do PORCAS BORBOLETAS. Foi no encerramento da Balada Cultural do Marcelino Freire, em novembro passado, que me embasbaquei com o literalismo performático de Danislau e de Banzo, vocalistas e músicos da banda. Essa molecada de Uberlândia já fizeram até trilha sonora pra cinema (pro filme “Nome Próprio” de Murilo Salles). No recente disco “A PASSEIO” contaram com a participação de gente graúda como Arrigo Barnabé, Paulo Barnabé, Bocato e Simone Soul. Eles, quase todo mês, se apresentam por aqui no StudioSP, lá pelos lados do baixo Augusta, no coração pulsante de Sampa. Eu os recomendo.

TURNÊ:
20/03 - Franca (SP) - Mestiço Bar
21/03 - Araraquara (SP) - Teatro Wallace Leal Valentin Rodrigues
22/03 - São Carlos (SP) - Rádio UFSCAR
23/03 - São Carlos (SP) - Palquinho Maluco - UFSCAR
24/03 - Campinas (SP) - Bar do Zé
25/03 - Bauru (SP)
26/03 - Ribeirão Preto (SP) - Bronze Night Club
27/03 - São Caetano (SP) - Espaço Cidadão do Mundo
28/03 - Sorocaba (SP) - Parque das Águas
29/03 - Bragança Paulista (SP) - Espaço Edith Cultura

Mais informações clique
aqui.

Abaixo o vídeo com a música “Nome Próprio” para o filme de Murilo Salles.


sexta-feira, 12 de março de 2010

"V DE VERSO"

Meu amigo Chacal avisa que ele e os poetas Fabio Malavoglia, Fabiano Calixto, vão abusar do verso e dar asas à poesia lá SESC Consolação; a partir da semana que vem vai rolar oficina de poesia e recital aonde vão tentar “adequar o prazer de escrever com a perícia em apresentar o poema ao vivo”, unindo “letra ao corpo” e a “emoção acumulada ao tiro do instante. Solver e coagular”.
O curso se chama “V DE VERSO” e vai Abril a Junho, com récitas mensais e aulas aos sábados. As inscrições já estão abertas e o curso é gratuito. O SESC Consolação fica na Rua Dr. Vila Nova, 245 e o telefone é 3234-3000. E tem o e-mail
vdeverso@consolacao.sescsp.org.br

E nesta segunda, dia 15, às 19h, rola o encontro pro lançamento do projeto na área de Convivência do Sesc Consolação. Vão estar por lá Chacal, Fabio Malavoglia, Fabiano Calixto, Ademir Assunção, Barbara Malavoglia, Fernanda D’Umbra, Marcelo Montenegro, Pedro Vicente, Rui Marcarenhas e Roberta Estrela D’Alva. E eu também, of course!


A idéia dos módulos é trabalhar o tema para apresentação no recital ao final do mês. quem quiser fazer apenas um módulo e houver vaga, poderá fazer.
Devido à quantidade limitada de vagas, V de Verso vai ser dividida em duas turmas (com 30 alunos cada): Aproximações Poéticas (voltada à apresentação geral do panorama da poesia, a cargo de Fabiano Calixto) e Performances Poéticas (focada na apresentação poética, com Chacal e Fabio Malavoglia).

PROGRAMA

Abril

ERRAR : o incorrer em erro e a errância, a “contribuição milionária de todos os erros” (Oswald de Andrade), as peregrinações literárias (Mário de Andrade, Whitman), o “estar a caminho” (poetas zen, beats), a liberdade necessária para criar.

Maio

O OLHAR : a poesia, “máquina de como ver” (João Cabral), a fanopéia, dança das imagens no poema (Pound), os “poemas kodak” (Oswald).

Junho

A VOZ : o DNA da poesia na oralidade, dos aedos e bardos aos poetas de cordel e ao rap, a função e o impacto da palavra falada, os radiopoemas, poesia e TV.

terça-feira, 9 de março de 2010

VÍDEOS DO VIVA PIVA

Semana começou corrida, mas passo aqui e deixo alguns vídeos que registrei durante o VIVA PIVA, encontro que rolou neste último sábado para arrecadar grana pro tratamento médico do poeta ROBERTO PIVA. Bom. Pra não ficar dizendo que o evento foi isso e aquilo, e pra também não ficar apenas em imagens estáticas de fotografias, é que deixo esses vídeos pros leitores sentir um pouco do clima bacana que tomou conta do Espaço B_arco no Viva Piva.

Em mão, segue a primeira imagem que fiz do MARIÃO (o Bortolotto) depois da barbárie urbana que sofreu o dramaturgo em dezembro passado. Ele, em seu blog, diz que anda mal humorado, sem paciência, mas é tudo mentira: ele continua educado, cumprimenta todos com afeto, e anda até com um ar “simpático”. No vídeo ele lê ROBERTO PIVA com o auxílio (pra lá de luxuoso) de seu amigo Flávio Vajman na gaita.


(as imagens estão um pouco saturadas)


Abajo: El escriba y también poeta XICO SÁ, con su corazón y alma selbagens, saluda ROBERTO PIVA, el sublime poeta de las calles ulceradas de San Plabo.


E quem também apareceu foi o professor, filósofo, escritor, tradutor, poeta, porralouca e citarista, ALBERTO MARSICANO
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Mudando o assunto: logo mais à noite, das 19h às 21h30, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, rola o lançamento de “ALAMEDA SANTOS”, segundo romance de IVANA ARRUDA LEITE – evento vai ser bebemorado depois na Mercearia São Pedro.

quinta-feira, 4 de março de 2010

"VIVA PIVA"


O “VIVA PIVA” vai ser um encontro de poesia e música neste sábado, dia 6, às 20h30, com muita gente pra celebrar a poesia de ROBERTO PIVA e arrecadar grana pra ele, que está passando por tratamento médico.
Para quem não sabe, Piva é um dos nossos primeiros poetas gestados, em terra brasilis, pela Beat Generation, muito antes de Wally, Chacal, Cacaso, Torquato. Em 1963 lançou o livro "PARANÓIA" que ficou conhecido como um dos melhores retratos poéticos da metrópole paulistana.
O encontro é no Espaço Cultural B_arco, que fica na rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426, em Pinheiros. Vão estar por lá Claudio Willer, João Silvério Trevisan, Mario Bortolotto, Marcelino Freire, Lourenço Mutarelli, Xico Sá, Ademir Assunção, Nelson de Oliveira, Edvaldo Santana, entre outros.
Não será cobrado o ingresso: serão recolhidas doações.

Abaixo, o poema “Paranóia”. E clique
aqui para ver o pequeno documentário feito pela TV Brasil com Piva.

Eu vi uma linda cidade cujo nome esqueci /onde anjos surdos percorrem as madrugada tingindo seus olhos com/ lágrimas invulneráveis/ onde crianças católicas oferecem limões para pequenos paquidermes/ que saem escondidos das tocas/ onde adolescentes maravilhosos fecham seus cérebros para os telhados estéreis e incendeiam internatos/ onde manifestos niilistas distribuindo pensamentos furiosos puxam a descarga sobre o mundo/ onde um anjo de fogo ilumina os cemitérios em festa e a noite caminha no seu hálito/ onde o sono de verão me tomou por louco e decapitei o Outono de sua última janela/ onde o nosso desprezo fez nascer uma lua inesperada no horizonte branco/ onde um espaço de mãos vermelhas ilumina aquela fotografia de peixe escurecendo a página/ onde borboletas de zinco devoram as góticas hemorróidas das beatas/ onde os mortos se fixam na noite e uivam por um punhado de fracas penas/ onde a cabeça é uma bola digerindo os aquários desordenados da imaginação.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Outra Mania

Já falei aqui da mania que tenho de assuntar a leitura alheia em ônibus, metrô, fila de banco e em qualquer lugar, habito que me rendeu excelentes dicas como “Feliz Ano Velho” de Marcelo R. Paiva, “Olga” de Fernando Morais e mais recente, o “Máquina de Pimbal” da Clarah Averbuck. Bom. Mas agora tenho de falar de outra esquisitice adquirida. Reconhecendo a nossa deblacle social, por solidariedade, aceito sempre panfletos, filipetas, cartões, folhetos quando me oferecem pelas ruas. Às vezes até leio algum, mas de costume vão parar em meu bolso (ou na mochila) e mais tarde nalguma lata de lixo – minha mãe reclamava da quantia exagerada de papéis nos bolsos de minhas roupas quando elas iam pra máquina de lavar. Tenho amigos que ficam putos porque, no banco do carona, apanho todas as propagandas de empreendimentos imobiliários que entregam nos semáforos de Sampa. A maluquice é tão grande que se um idoso tiver distribuindo folhetos me dá uma vontade lascada de ajudar o velhinho a terminar logo a tarefa. Tá! Isso é estranho mesmo. Mas algumas vezes me divirto. Como é o caso desses dois panfletos que estão abaixo.

O que, primeiramente, me chamou a atenção neste aqui é que ele me fez lembrar o já saudoso “Pena Branca” - morto recentemente -, que integrava a excelente dupla caipira PENA BRANCA e XAVANTINHO. Depois foi a “sinceridade” e a convicção desse vidente e conselheiro espiritual: “...eu não prometo, eu faço!” Então fica a pergunta: Será que ele cura charlatanismo também?




O panfleto debaixo tenho que transcrevê-lo porque a digitalização não ficou clara.

“DEUS EXISTE – É HORA DE BUSCÁ-LO
Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como ele sempre fazia. Ele começou a conversar com o barbeiro e conversaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem e começaram a falar sobre Deus... – ‘Eu não acredito que deus exista como você diz’. ‘Por que você diz isto?’, o cliente perguntou. – ‘Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas’. O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para prevenir uma discussão, o barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu. Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos, parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba ele parecia sujo e arrepiado (sic). Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro: - ‘Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem’
[se a historinha terminasse aqui até que estava legal, mas ela continua...] ‘Como assim eles não existem?’, perguntou o barbeiro. ‘Eu estou aqui e eu sou um barbeiro’. ‘Não!’, o cliente exclamou. ‘Eles não existem porque se eles existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos [o sublinhado é meu] como aquele homem que está andando ali na rua’. ‘- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é opção delas’. – ‘Exatamente’, afirmou o cliente. ‘É justamente isso. Deus existe, o que acontece é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo’”. (autor desconhecido)

A história é bem xaropinha, mas eu caí na gargalhada ao matutar que meus cabelos compridos e minha vasta barba só existem porque barbeiros não existem. Rá rá rá!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

4 RAPIDINHAS SEM SAIR DE DENTRO (eba!)

É gente... Esta semana tem muita coisa legal rolando em Sampa. Entonces, aqui vão as dicas:

1. Amanhã, dia 23, o escritor pra lá de polêmico Marcelo Mirisola lança MEMÓRIAS DA SAUNA FINLANDESA no Espaço Parlapatões na Praça Rusvel, 158, a partir das 18h. Vai ter leitura de diversos textos do autor. Ps: sou um dos que confessa ser leitor assíduo de Mirisola – nem sempre concordo com suas ironias, mas sou fissurado por sua narrativa. Ah! Eu já li o Memórias da Sauna Finlandesa e recomendo.

2. Ainda nesta terça, dia 23, a pernamba LULINA, que está lançando “Cristalina” seu primeiro disco de gravadora, se apresenta totalmente digrátis no projeto PRATA DA CASA na Choperia do Sesc-Pompéia que fica na rua Clélia, 93 – às 21h. Dela eu nem preciso dizer que gosto, né?! Mais informação no http://lulilandia.com.br

3. De quarta a domingo, de 24 a 28, vai rolar no Itaú Cultural uma mostra-homenagem ao dramaturgo MARIO BORTOLOTTO pelos seus 30 anos de teatro, com bate-papos, pocket-shows poéticos, leitura de textos, debates, vídeos. Muitos convidados como Marcelo Rubens Paiva, Jotabê Medeiros, Jefferson Del Rios, Reinaldo Moraes, Beto Brant, Ademir Assunção, Paulo Carvalho (Paulão, do "Velhas Virgens") vão falar sobre a obra do autor. Os eventos acontecem sempre às 20h. A programação completa está aqui

4. No dia 26, sexta-feira, no Sesc-Pinheiros, dentro II Encontro de Literatura e Erotismo, tem bate-papo com os escritores Xico Sá, Luiz Roberto Guedes e Claudio Willer cujo tema é Experiência Erótica: Leitor e Escritor. Vai ser no auditório do terceiro andar, às 20h. E no dia 27, às 17h, a filósofa Marcia Tiburi conversa com o escritor Evandro Affonso Ferreira sobre Erotismo e Discurso: Aparecimento e Construção do Corpo na Literatura. É no mesmo auditório do terceiro andar. O Sesc-Pinheiros fica na rua Paes Leme, 195, em Pinheiros. Programação completa aqui

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Caranguejo na Avenida Paulista.


Temos caranguejo na Avenida Paulista que vem de lá de algum estuário do Recife. Só que esse tem nome e sobrenome, com cheiro de lama e gosto de caos. Na semana antes do carnaval fui ver a exposição Ocupação-Chico Science, projeto que rola até o comecinho de abril no primeiro andar do prédio do Itaú Cultural. Dessa vez o Itaú traz objetos pessoais, fotos, depoimentos sobre vida e obra do músico pernambucano; principal cabeça do que ficou conhecido como movimento Mangue Beat. Críticos e especialistas em cultura costumam dizer que o som gerado por Chico e pela Nação Zumbi “reposicionou o Brasil no cenário da música, reverberando no cinema, no design, nas artes plásticas, na moda, na cibernética...” Eu não posso afirmar nada disso. Digo apenas que quando vi Chico & Nação Zumbi pela primeira vez achei o grupo uma mistura de muitos elementos visuais e musicais que eu já vira nalgum lugar. Mas quando descobri que aquilo fazia parte de uma agitação organizada, para qual havia até manifesto revelador (chamado “Caranguejo com Cérebro”) de uma “Manguetown”, aí me interessei pela coisa e fui atrás. Depois me assombrei com a quantidade de admiradores da banda; um fenômeno tocado em todos os bares e festas daqui da Sampa. Um som que misturou ritmos regionais nordestinos – como o maracatu – com rock, hip hop e música eletrônica. Bom. E o legal daquilo é que Chico e Nação Zumbi não estavam sozinhos, com eles: Mundo Livre S/A, Mestre Ambrósio, Otto, Cascabulho, Cordel do Fogo Encantado, Mombojó, Sheik Tosado. Por fim um novo pop brazuca ecoou e os caranguejos recifenses foram soltos pelo mundo. Fred Zeroquatro, músico do Mundo Livre S/A, disse que “viu o que era uma brincadeira de mesa de bar se transformar em algo que mudaria para sempre uma cidade e a história da música brasileira”
Quanto à exposição tenho de dizer que é muito restrito o espaço destinado a esse projeto Ocupação (que já expôs a obra de Paulo Leminski, Zé Celso, Nelson Lernier, entre outros). Essa mostra acontece de 4 de fevereiro a 4 de abril (de terça a sexta, das 10h às 21h; Sábs., doms. e feriados, das 10h às 19h) - Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149) Entrada franca. Informações clique
aqui
E uma versão paulista do Rec-Beat (que ganha o nome de “PompéiaBeat”) , festival de música que rola no Recife há 15 anos. A partir de hoje são 3 noites de shows de grupos pernambucanos e estrangeiros no SESC Pompéia. Abaixo segue a programação.

POMPÉIA.BEAT
De 18 a 20/02/2010 – São Paulo/SP
SESC Pompeia (Choperia) – Rua Clélia, 93
Ingressos: R$ 24,00 (inteira), R$ 12,00 (meia) e R$ 6,00 (trabalhadores associados do SESC e dependentes)
Classificação indicativa: Maiores de 18 anos
Informações: http://www.recbeat.com/ / http://www.sescsp.org.br/
Programação:
QUINTA – 18/02/2010 – 20h
Kevin Johansen (Arg) e A Banda de Joseph Tourton (PE)
SEXTA – 19/02/2010 – 20h
Madensuyu (Bel) e Diversitronica (PE)
SÁBADO – 20/02/2010 – 20h
Cabezas de Cera (Mex) e Ska Maria Pastora (PE)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"O Baião e Minha Musa"


O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS de Lírio Ferreira me deixou emocionado quando saí do cinema neste domingo. O documentário é uma aula sobre baião, sobre a cultura do homem do Nordeste (com seu machismo típico), e fala da obra - e de uma parte dolorosa da vida íntima - do “doutor do Baião”, HUMBERTO TEIXEIRA; parceiro de LUIZ GONZAGA em "ASA BRANCA", "BAIÃO", "ASSUM PRETO", "PARAÍBA", "RESPEITA JANUÁRIO", "NO MEU PÉ-DE-SERRA" entre tantas. O filme traz o contexto em que a parceria Gonzaga/Teixeira catapultou o baião para outros continentes; uma música prestigiada até entre a alheia elite de Copacabana e Ipanema dos anos 40 e 50 - ficando evidente que a dupla sacou o que o migrante nordestino dos grandes centros queria ouvir (no pós-guerra, Luiz Gonzaga era quem mais vendia discos no Brasil – até Carmen Miranda passou a cantar baião).
Humberto Teixeira, compositor, advogado, deputado federal e criador de leis de direito autoral, teve que aprender flauta na infância porque, de acordo com seu pai, piano (instrumento de sua preferência) era coisa de mulher. E bom reprodutor dos valores nordestinos que era dá para se ter uma idéia de como o boêmio-compositor tratou suas belas esposas. É por imposição de Teixeira, que a sua filha, a atriz Denise Dummont (quem teve a idéia e produziu o documentário) deixou de usar o sobrenome da família quando ela quis ser artista. E, sem querer estragar o barato de quem não viu o filme, fiquei com a impressão de que o gênio criador de “Asa Branca” - música que retrata perfeitamente o espírito do retirante nordestino -, era incapaz de compreender seus laços familiares.
Foi partindo da idéia de que “as pessoas conheciam a obra de seu pai e não o que ele era” (o irônico é que em certo momento doloroso do filme, a filha confessa também não saber quem foi seu pai) que Denise Dummont convidou Lírio Ferreira (diretor do longas “Baile Perfumado”, “Árido Movie”, “Cartola: Música Para os Olhos”) para fazerem "O Homem Que Engarrafava Nuvens".
No documentario tem muita gente dando canja: Chico Buarque, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Belchior, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, David Byrne, Zeca Pagodinho, Lirinha, Otto, Bebel Gilberto, entre outros. Bom. O resultado é bem bacana e emociona. Agora resta esperar o mesmo sobre a vida de Zé Dantas, outro grande parceiro do rei do baião.
Ah! E o que me comoveu também foi rever Denise Dummont, uma de minhas musas dos anos 80. Eu era um pirralho fissurado (maluco) por aquele sorriso tremendamente obsceno que a atriz possuía (será que só eu notava isso?). Me lembro de que assisti ao fraquíssimo “Filhos e Amantes” só para vê-la nuazinha. Mas a gota d’água (para o meu arrebatamento) foi a famosíssima cena picante da piscina de “Rio Babilônia (de 82) de Neville D’Almeida entre ela e os atores Joel Barcelos e Pedrinho Aguinaga. Dizem, até hoje, que o que rolou naquela cena foi pra valer e nenhum dos atores envolvido nega o incidente. (esses filmes estão na grade do “Canal Brasil” – pra ver a cena da piscina sem cortes clique aqui ).
Em 1987, minha musa foi seduzir - com seu sorriso malicioso - o cineasta Woody Allen (outro fraco como eu), rendendo à atriz uma cena musical no clássico “A Era do Rádio”.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"É HOJE O DIA DA ALEGRIA"



Pois é! Hoje é dia de cair na folia. Como faço tradicionalmente, há não sei quantos anos, vou ver a banda de velhinhos da BANTANTÃ. E se eu ainda tiver algum gás pretendo ver no domingo, dia 7, o novo bloco chamado ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA (na segunda eu posto as fotos aqui). Os detalhes seguem abaixo.

“Pra quem não sabe, o bloco pré-carnavelesco BANTANTÃ foi fundado em 1979 por funcionários da Universidade de São Paulo e freqüentadores dos bares da Avenida Waldemar Ferreira (entrada da USP), e tem como principal característica manter a tradição dos antigos carnavais de rua. O Carnaval da BANTANTÃ, festejado nas principais avenidas da região, ganha força e participação a cada ano que passa. Um dos aspectos de sua originalidade é a irreverência e a espontaneidade de seus foliões, moradores da Região do Butantã. Todos os anos, na sexta-feira, uma semana antes do Carnaval, realizamos nossa festa. Como Banda Popular buscarmos nos pontos sócio-culturais a dimensão de nossa originalidade. Internalizamos a figura de uma Cobra (no caso um Piriquitambóia) e simbolizamos o Museu Biológico, onde estão cerca de cem animais, 60 espécies, entre sapos, lagartos, cobras e aracnídeos. Advém daí o tradicional grito carnavalesco: ‘Arrastando-se feito cobra pelo chão, na dança dos velhos carnavais’".

E logo mais à tarde, a partir das 18h, começa a concentração no Rei das Batidas, na Waldemar Ferreira. Podem ser compradas camisetas (R$10,00 - camiseta e 3 latas de cerveja) e a participação é aberta a todos os interessados. Informações: 3726-8615 ou 7112-0980.
E a novidade do carnaval de Sampa deste ano é o primeiro desfile do bloco ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA. Ele é organizado por donos de bares e clubes da região (Consoloção-Centro) e já conta com 2 mil foliões inscritos. Quem me deu o toque foi minha ex-aluna Vilminha que mora nas quebradas da Frei Caneca – ela disse que vai ter muita famosidade entre os participantes. Vai ser neste domingão, dia 7, com concentração a partir da 14h em frente ao Sonique. O percurso é: sair da rua Bela Cintra e descer a rua Augusta até o Studio SP.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

MEU ANIVERSÁRIO

Nesta segunda-feira, dia 1º de fevereiro, faço aniversário e alguns amigos sabem que não dou tanta importância a essa minha efeméride, ao mesmo tempo esses amigos são testemunhas de meu apreço à festas, celebrações e principalmente à bebemorações. Aliás, nos meus tempos de militância partidária, estudantil e igrejeira fiquei estigmatizado como “articulador número um” da esquerda festiva (noutro momento falo sobre isso aqui no blog). Quando me perguntam se farei festa no meu aniversário penso/repenso se tenho algo real a comemorar, e como não pinta nada significativo acaba não rolando festejo algum. Mas agora em 2010 finalmente tenho o que celebrar - no entanto é algo tão pessoal que não convém marcar encontro com os amigos. Há exatos 10 anos, no dia 1º de fevereiro de 2000, resolvi me presentear e o melhor regalo seria abandonar o cigarro, largar aquele vício filho-da-puta que me acompanhava desde os 17 anos. No meu caso, me desfazer do hábito não foi tão traumático como é comum entre os dependentes: em poucos meses não sentia mais fissura pela nicotina. Acho que fiz algo legal por mim, pois eu já estava de saco cheio dos cigarros; a grana mensal que gastava dava pra encher a cara de cinema, de livro, de discos e de outras coisas menos atentatórias a moi même. Isto é sim um fato relevante em minha vida e ponto. Não quero com isso deixar a impressão de que me tornei um militante anti-tabagista, pró-saúde - que não apareça alguém querendo me cooptar pra uma campanha antifumo, antidrogas pela Organização Mundial da Saúde. Xô! Vade retro!
Tenho a impressão de que estão tornando hiper careta o nosso cotidiano quando aprovam leis que incidem na privacidade das pessoas, como as que penalizam o fumante (quem concorda diz que são medidas ambientalmente corretas e os escambau). Sou contra quem fuma em espaços fechados (como bares, restaurantes etc.), acho isso um desrespeito: uma falha “educacional”. Mas acho também um ato extremo ter uma lei obrigando esse comportamento ao cidadão. Muito pior é o item incorporado a essa lei que estimula a delação dos estabelecimentos que não a cumprem. Ou seja: estão criando o alcagüete voluntário. Quer coisa mais careta, mais reaça?
Não vejo problema na pessoa querer fumar, cheirar, injetar, beber, se matar; não acredito ser papel do Estado coibir esses anseios do cidadão. Pra mim, perigoso é quando governo e legisladores assumem a postura de “paizão” da nação, a ponto de (re)criar regras de moral e costumes. A história demonstra que esse tipo de políticas invasivas só deu em merda, tanto em países democráticos como em governos autoritários ou comunistas.
Acho até que há um processo internacional de caretização. Vejo igrejas, presidentes, organizações pregando ainda a abstinência sexual pré-marital ou extra-marital. Lembram do jogador Kaká defendendo eloquentemente a virgindade até o matrimônio? Sendo que mais tarde ele deu declarações de que foi “nada fácil chegar ao casamento sem nunca ter estado com uma mulher”. Que triste, né!
Ultimamente defendo o direito inexpugnável de qualquer pessoa enfiar o pé na jaca quando bem entender. Meu pai, pouco antes do 60 anos, quando se deu conta da vida ridícula que levava após a aposentadoria, começou a fumar e a beber. Morreu recentemente por conseqüência de uma cirrose causada pelo consumo exagerando de álcool. Foi um fim triste para a família, mas foi realmente a opção de meu pai. Ele que sempre fora um sujeito chato e intransigente até que estava menos mala-sem-alça; a gente já até ria e cantava junto.
Não bastasse tudo estar tão patético, banal, outro dia, vi um médico, especialista nalguma coisa, numa entrevista em que dizia que comer demais, amar demais, beber demais, fumar demais são o grande mal de nosso tempo. Putz! Sacaram este meu murmúrio?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

"Como Fazer Qualquer Pessoa se Apaixonar por Você"

Foi neste belíssimo curta-metragem (que segue abaixo) de Edson Kumasaka que ouvi pela primeira vez algumas canções da Lulina, de quem já falei muito por aqui. Quando me encontrei com o Edson na Livraria Cultura no fim do ano passado ele me disse que não pôde botar seu filme no YouTube porque ali não é permitido vídeos com mais de 10 minutos. Lamentamos. Agora, depois de um ano do lançamento, Edson disponibilizou o curta no Vimeo.com na integra. Felizmente (ou não, sei lá) a internet tem sido o maior exibidor/divulgador para produtores deste gênero de arte.
Como Fazer Qualquer Pessoa se Apaixonar por Você tem argumento e roteiro da escritora ÍNDIGO, a trilha é da LULINA; no elenco estão BEBEL DE BARROS, FABIANA VAJMAN e WALTER FIGUEIREDO. A direção, fotografia e montagem é de EDSON KUMASAKA.
O curta tem 14:58 minutos e eu gosto muito. Índigo e Edson disseram que o projeto só pegou de verdade quando surgiu a doce trilha composta por Lulina.
É só conferir...
(logo no começo há um bip agudo e chato, mas passa rapidinho)

Como fazer qualquer pessoa se apaixonar por você from edson kumasaka on Vimeo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Homenagem a Sampa

No próximo dia 25 São Paulo completa 456 anos, por isso peguei minha câmera Casio-Exilim e entrei no APIACÁS/PRAÇA RAMOS-7267 e resolvi fazer uma pequena homenagem à cidade registrando pessoas, carros, prédios e ruas. E como essa linha de ônibus é circular bastou descolar uma poltrona legal e uma única viagem ida e volta pra fotografar esse percurso que faço toda a semana desde que me mudei para Perdizes.
Achei bacana fazer todas as fotos sentadinho de dentro ônibus – em algumas imagens é possível ver os riscos e a sujeira das janelas do coletivo.
Aviso: não quis, com essas fotos, montar um discurso imagético-inteleca-superrevelador-correlacionado-espectralmente-com-alguma-pontecializável-idéia-porralouquense. É só um registro.


(Fotos: Zequinha Imagens - Clique nas fotos para ampliá-las)