sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"Uma sexta-feira 13"



E lá fui eu na sexta passada, dia 13, “ver” a BANTANTÃ; disse ver porque eu tava um pouco cansado e me dei por satisfeito. Não dei nenhuma volta com os velhinhos da banda pelas ruas do bairro como sempre faço – eles estavam mais dispostos do que eu (ponho um pouco de culpa na chuva que quase atrapalhou a festa dos 30 anos da Bantantã).

Na verdade eu tava me poupando pra outro compromisso marcado para aquela sexta-feira. E fui. Fui participar pela primeira vez do NOITÃO realizado pelo HSBC-BELAS ARTES; pra quem não sabe, o Belas Artes é uma tradicional sala de cinema localizada na esquina da rua da Consolação com a av. Paulista, e esse NOITÃO é uma maratona de filmes que começa a meia-noite na segunda sexta-feira de cada mês, você paga por um ingresso e assiste a três filmes durante a madrugada – com direito a café da manhã.

Por ser sexta-feira 13, dessa vez o NOITÃO prometia ser de TERROR & HUMOR, com os filmes “ALMA PERDIDA” (um fraco suspense de David Guyer com a belíssima Odette Yustiman), “RUMBA” (uma deliciosa comédia francesa de Dominique Abel, premiada em Canes 2008 – clique pra ver algumas cenas do filme http://www.youtube.com/watch?v=TjFjxYrwtL8 ), “GLÓRIA AO CINEASTA” (um filme ultra-comercial de Takeshi Kitano, que “infelizmente” não vi, pois gosto deveras desse diretor) e o “UM DIA DE RAÍNHA” (de Marion Vernoux com Jane Birkin, que não esta mais tão bela quando nos tempos em que vivia com o mito, Serge Gainsburg).

Bueno. Esse tipo de evento já rola algum tempo aqui em Sampa e eu estava no barato de participar, só que nunca houve como. Desta vez eu fui... e não gostei. Não da proposta, que ainda acho legal, mas do “público” que participava do NOITÃO do Belas Artes. Aquele público, com toda certeza, não era público de cinema: era uma galera “baladeira”, e o evento pra essa gente não passava de mais uma balada. Os filmes “talvez” não importem a eles, e sim o “agito”.
Que louco! Parecia que eu estava no meio de um público adolescente freqüentador de cinema de shopping center: era falação do começo ao fim do filme, risadinhas, meninos recém testosteronizados, agitação constante nas poltronas, enfim, um evento pra lá de aborrescente pra quem que curte a sétima arte.

Fora isso havia outras chateações: devido ao sucesso do NOITÃO, a fila pra comprar os ingressos quase ultrapassava o quarteirão (tem foto e videozinho abaixo sobre isso), e durante os intervalos de uma sessão para outra, funcionários do Belas Artes não conseguiam organizar o fluxo de pessoas que se deslocava para outras salas - sem contar o aperto em filas ridículas.
Quero participar, da próxima vez, da maratona de cinema organizada pelo Espaço Unibanco da rua Augusta e espero que lá tenha gente que goste de cinema.

(fila imensa na frente do HSBC http://www.youtube.com/watch?v=NgvoUSa_ICc )



2 comentários:

marisa disse...

Público mala em cinema é mesmo muito chato. Já saí do cinema sem assistir o final do filme por causa desses pentelhos, e nunca mais assisti alguma coisa em shopping.
Abçs.

Nonato disse...

Zé, não é só em São Paulo que tem esse tipo de evento. No Rio e em Brasília também acontece. Quando tiver no Espaço Unibanco me avise que eu vou contigo.
Seu blog tá ótimo - tô lendo tudo e tô adorando. Parabéns.
Abraços!