quarta-feira, 18 de março de 2009

Cadê as Nossas "Enchentes"?



As chuvas de ontem me fizeram lembrar (e cantar) “É Tanta Água”, canção que Itamar Assumpção compôs e gravou ao lado de Tom Zé, e que faz parte do sensacional Bicho de 7 Cabeças - Volume I (clique aqui pra ver a letra e baixar a música no seu celular).

Bueno. O que eu queria mesmo é recomendar a leitura do texto, EUFEMISMO PLUVIOMÉTRICO, que meu amigo Mauricião publicou, há pouco tempo, em seu blog Aqui e Acolá. É interessante e oportuno.

Eufemismo Pluviométrico
Por Maurício Barbara

A cidade de São Paulo mergulhou na onda do eufemismo pluviométrico, um amigo me alertou que a alcunha de "enchentes" foi substituída por "pontos de alagamento". Caso um rio transborde, diversas ruas fiquem alagadas, casas sejam invadidas pela força das águas, então voilá!, temos um novo "ponto de alagamento". Já a imprensa tupiniquim resolveu simplificar e adotou o lema: excesso de chuvas!, nada de discussões sobre o crescimento desordenado das cidades, a ocupação irregular de encostas, desmatamentos, redução da área de absorção das chuvas, a mudança do leito dos rios e sua artificial aceleração, a mudança do microclima das cidades por conta do adensamento caótico, pois agora temos, voilá! - excesso de chuvas!.

4 comentários:

Monica Vieira disse...

Zé, nem o Datena que adora uma catástrofe usa a palavra "Enchete". Tá tudo dominado!

Rodrigo Torres disse...

Zeca, só conheci Itamar Assunpção e enchentes depois que vim morar em SP - "ponto de alagamento" é um eufemismo pra não contar mais nas estatísticas as enchentes.

Monica Vieira disse...

Eu quis dizer "EncheNte" no comentário acima.

Rogério disse...

Zé não se esqueça que há também os "pontos de lentidão", em vez dos "congestionamentos".