segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Festa do Boi do Morro do Querosene

“Sim. Agora tá confirmado, mesmo!” Foi o que eu disse pra Carol e pra outros amigos que queriam saber da data da derradeira festa (do ano) do boi lá no Morro do Querosene - o pessoal do Grupo CUPUAÇU me enviou mensagem eletrônica avisando que a festa da “MORTE DO BOI” vai rolar no próximo Domingo, dia 09, a partir das 10 horas – com entrada franca e várias atrações.

Putz! Saber o dia exato dessas festas do Morro é coisa pra bom detetive; o povo do Querosene não tem website e os membros de sua comunidade do Orkut são os últimos a ter conhecimento de tudo. Cada um chuta uma data (equivalente a mesma do ano anterior) e sai divulgando como a correta. Teve uma vez que mobilizei uma tropa pra ir numa dessas festas e adivinhem o que aconteceu?

A coisa é mais ou menos assim: são três festas anuais; quando chega próximo do “Sábado de Aleluia” (antes ou depois) é a vez da festa de NASCIMENTO do Boi (ou Renascimento, ou Ressurreição) ; no mês de junho, antes ou depois do dia de “São João”, rola o BATIZADO; e próximo de Finados é a MORTE do Boi.

Pra quem não sabe, os festejos do Boi-Bumbá que acontecem na praça central do Morro do Querosene foi trazido pelo cantor, compositor, artista popular, diretor, ritmista, capoeirista maranhense Tião Carvalho, que montou também o Grupo Cupuaçu a partir das oficinas de danças brasileiras que rolavam no Teatro Vento Forte em 1986.

Fiz todo o colegial ali no Vigília (EE Vigília Rodrigues Alves de Carvalho Pinto) que fica encostada à rodovia Raposo Tavares. Meus melhores amigos e as minas mais interessantes moravam no Morro do Querosene – nem preciso dizer que eu não saía de lá. Nossa turma de alunos era dinâmica: fazíamos teatro (montamos não sei quantas vezes o “Auto da Compadecida” – sei falas inteiras até hoje – e a “A Inconfidência” – texto de criação coletiva), tínhamos uma banda maluca que tocava todo o repertório do Língua de Trapo e algumas coisas do Premê, e do rock nacional.

Nosso “QG”, onde bolávamos esquetes, perfomances, shows, e outras coisas (estudar, nem tanto), era na casa do Luiz no finzinho da rua Afonso. Os pais dele eram legais com a gente e nunca estavam em casa; preciso descrever algo mais... Minha única aflição, aliás, minha doce aflição era a bela irmã do Luiz - ela me achava inteligente e divertido e nada mais. Pobre Zezinho.

Bueno. Quando descobri as festas do Boi no Morro eu não estudava mais no Vigília e não via há muito tempo a minha turma, muito menos a irmã Luiz (lembro que eu trocava as últimas palavras do refrão daquela música que o Gonzaguinha cantava com seu pai, e ficava assim: “Minha vida é andar por esse pais pra ver se um dia ‘encontro a irmã do Luiz’...”).

Durante a década de 90 acho que não perdi um ano sequer, mesmo que eu fosse apenas numa das três festas anuais. Neste novo século não tenho conseguido manter essa regularidade, mas me esforço pra ir. Não quero perder o vínculo emocional que tenho com as festas do Morro e com o próprio Morro.

SERVIÇO:
Festa Morte do Boi do Morro do Querosene

Dia 9/11, a partir das 10h.
Rua Pe. Camilo (esquina com as ruas Cícero de Alencar e Frederico Pradel)
Vila Pirajuçara - Butantã.





6 comentários:

Laís disse...

Zeca, meu querido, atualmente é raro encontrar um rapaz "inteligente e divertido".

Carol disse...

Zeca, minha agenda cultural.
Iremos todos!
bjs

Luciana Fausto disse...

""Eu sou a irmã do Luiz, Zé!""

ZECA disse...

He he! É verdade. Só que você não estudou comigo né, Lu!

Que legal você por aqui, minha querida. Escravinhe pra mim no meu e-mail (zecarlos001@ig.com.br).
Bjs.

Professor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Professor disse...

Puxa! Nunca fui ao Querosene, muito menos à festa do Boi! Mas morro de vontade!

Abraços,
Ioda