segunda-feira, 19 de maio de 2008

Vida de Chacal



Ufa!! Já falei muito do Chacal nas Dicas do Zeca. Figura adorável e porralouquense dos bons - ganhou com todo mérito o APCA-2007 de Literatura (categoria: poesia) pelo belíssimo livro BELVEDERE, lançado pela Cosaq Naif.
Poeta-beat da contra-cultura brasuca, Chacal é apaixonado militante das letras: semana passada, dia 13 de maio, estava em BH participando do OFÍCIO DA PALAVRA, organizado MAO (Museu de Artes e Ofício). Na próxima quarta, dia 21, estará em Niterói para o POEMÁTICA – A INDISCIPLINA DA POESIA.

Já no dia 24 vem pra Sampa dar início ao VOCABULÁRIO – com ele estão Paulo Scott e Marcelino Freire. Das 17h às 23h montarão um “circo poético lingüístico” com convidados como Marcelo Montenegro, Tânia Muller, Beto Brant entre outros. O evento vai rolar no B_ARCO ARTE CONTEMPORÂNEA, que fica na rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, em Pinheiros.

E pensam que Chacal pára por aí?! Que nada. Logo na segunda, dia 26, volta a sua cidade pra comemorar a maioridade do projeto CEP 20.000 (Centro de Experimentação Poética), que neste ano vai rolar no teatro do Jockey Club do Rio de Janeiro.

Seguem: link pro vídeo que fiz com Chacal aqui no Sesc-Pompéia (ele estava me contando – do seu jeito – como Uri Geller consertou seu relógio e o salvou) e biografia do poeta.

Ps: estarei no B_arco, no sábado, pro VOCABULÁRIO.

(filminho: by Zeca) http://br.youtube.com/watch?v=HknFBwBSXeE&feature=related


ChACoALha

Aos 20 anos, Chacal descobriu a poesia antropofágica de Oswald de Andrade e percebeu que realmente gostava desse gênero. Incentivado pela leitura de Oswald, publicou seu primeiro livro, Muito prazer, Ricardo (1971), do qual foram distribuídos cem exemplares mimeografados, o que o colocou como representante oficial da chamada Geração Mimeógrafo, que tirou a poesia das estantes das livrarias para cair no mundo.

Depois vieram O preço da passagem (1972), América (1975) e Quampérios (1977) - esta considerada pelos críticos uma das melhores obras do autor - e a participação no grupo Nuvem Cigana, formado pelos poetas Bernardo Vilhena, Charles Peixoto, Guilherme Mandaro e Ronaldo Santos. Graduado em Comunicação pela UFRJ em 77, Chacal também exerceu a palavra poética no teatro, sendo co-autor da peça Aquela coisa toda, do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, e Recordações do Futuro, do grupo Manhas & Manias.

Compôs para grupos como Blitz e Barão Vermelho, entre outros artistas. Trabalhou ainda como cronista do Correio Brasiliense e da Folha de São Paulo e foi roteirista da Rede Globo na década de 80. Editou a revista O Carioca entre 96 e 98 e, desde 90, produz e apresenta o projeto CEP 20.000 (Centro de Experimentação Poética), evento multimídia realizado mensalmente no Rio de Janeiro.
"A palavra 'lúdico' é a chave para a poesia de Chacal", definiu Paulo Leminski.

2 comentários:

Júlia Tavares disse...

Querido Zezim,
Seu blog tá maravilhoso. Fico feliz em ter sido uma das pentelhas que torciam por um espaço só seu nas Internet da vida! Fico aguardando sua "cobertura" da Feira da Pompéia. Deu uma saudade braba daquela confusão.
Ah, e entre no meu blog para ler minhas impressões da primeira bienal do livro de Minas.
(Seu blog estará devidamente linkado no Tutu, ok?) Beijão!!!

Zeca disse...

Brigandinho, vizinha. Postarei relato sobre a feira da Pompéia hoje. Não sei como fazer, mas tentarei linkar o seu aqui.
Baccios mille.